
Kremlin: Rússia não aceita ultimatos

A Rússia não aceita a linguagem dos ultimatos, declarou o porta-voz presidencial russo, Dmitry Peskov, nesta segunda-feira (12).
Ele comentou sobre as ameaças da Europa de impor novas sanções sobre a Rússia caso Moscou se recuse a aceitar o cessar-fogo na Ucrânia. "Antes dessa advertência, já tínhamos ouvido outra anteontem. Se vocês se lembram, ela também foi expressa na forma de um ultimato", relembrou.
"Essa linguagem dos ultimatos é inaceitável para a Rússia. Não é apropriada. Não se pode falar com a Rússia nessa linguagem", disse Peskov.

O porta-voz enfatizou que Moscou se compromete a buscar seriamente uma solução pacífica de longo prazo para o conflito ucraniano.
Ao comentar a proposta do presidente da Rússia, Vladimir Putin, de dialogar com Kiev nesta semana em Istambul sem o estabelecimento de pré-condições o porta-voz destacou que o foco de Moscou está "especificamente voltado para encontrar uma solução diplomática real para a crise ucraniana, eliminar as causas profundas do conflito e estabelecer uma paz duradoura", algo que, segundo ele, tem "a compreensão e o apoio dos líderes de muitos países".
"As mesmas negociações diretas que foram interrompidas pelo lado ucraniano em 2022", acrescentou Peskov.
Ameaças de novas sanções
Anteriormente, nesta segunda-feira, o porta-voz do governo alemão, Stefan Kornelius, declarou que Berlim imporá novas medidas restritivas se Moscou não declarar um cessar-fogo de 30 dias na Ucrânia até o final do dia. Ele prometeu que os preparativos para isso "serão iniciados" em coordenação com os aliados europeus.
"O tempo está passando, ainda temos 12 horas até o final do dia", disse ele.
