Rússia e China firmam acordo para construir usina nuclear na Lua até 2036

Projeto é parte da Estação Internacional de Pesquisa Lunar e contará com 17 países parceiros, entre eles Egito, Venezuela e África do Sul.

Rússia e China anunciaram um acordo para construir uma usina nuclear na Lua até 2036, como parte da Estação Internacional de Pesquisa Lunar (ILRS), conforme relatado pela Live Science.

Segundo autoridades espaciais dos dois países, a usina será construída com o auxílio de robôs e veículos automatizados, sem presença humana, em uma região próxima ao polo sul lunar. O objetivo é garantir o fornecimento contínuo de energia para manter ativa a futura estação, especialmente em áreas onde a luz solar é escassa ou intermitente.

"A estação conduzirá pesquisas espaciais fundamentais e testará tecnologia para operações não tripuladas de longo prazo do ILRS, com a perspectiva da presença de um ser humano na Lua", disse a Roscosmos em comunicado após a assinatura do memorando em 12 de maio.

A missão chinesa Chang’e-8, prevista para 2028, deverá iniciar a instalação da infraestrutura básica. Entre 2030 e 2035, estão programados lançamentos com foguetes pesados que transportarão os principais módulos da base, incluindo o núcleo do reator nuclear.

O projeto também inclui a construção de um centro de comando, um hub de comunicação e laboratórios científicos. A estação será compartilhada com outros 17 países que já firmaram acordos de cooperação, entre eles Egito, Paquistão, Venezuela, Tailândia e África do Sul.

As autoridades destacam que a construção da usina representa não apenas um marco tecnológico, mas também um passo estratégico na corrida pela presença humana na Lua. O fornecimento de energia nuclear permitirá que a estação funcione de forma autônoma e tornará possíveis missões tripuladas prolongadas no futuro.

A iniciativa reforça o avanço da cooperação espacial entre Moscou e Pequim, em um contexto de crescente protagonismo dos Estados Unidos na exploração lunar.