Cinco representantes do Partido Popular Europeu (PPE) no Parlamento Europeu propuseram a proibição de símbolos soviéticos na União Europeia, segundo informou a imprensa na quarta-feira (15).
Os autores da proposta encaminharam um apelo oficial à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.
Os parlamentares justificam a iniciativa com a necessidade de combater "regimes totalitários".
A proposta prevê a proibição do uso público de símbolos soviéticos, sua divulgação e a remoção de monumentos e outros elementos da era soviética dos espaços públicos.
Segundo eles, a União Soviética, que ajudou a derrotar os nazistas durante a Segunda Guerra Mundial, também teria sido responsável pela "morte de mais de 100 milhões de pessoas ao redor do mundo".
Para os membros do PPE, a foice e o martelo presentes na bandeira da URSS representam o regime marxista-leninista, que "destruiu nações inteiras e instituições democráticas".
Eurodeputados do Partido Comunista Grego criticaram a proposta e também enviaram uma carta a von der Leyen. No documento, argumentam que iniciativas desse tipo restringem a liberdade de atuação política e contribuem para a reabilitação do nazismo e fascismo.