Após China, UE e Argentina interrompem compras de frango do Brasil

Medida brasileira atende protocolos sanitários internacionais após 1º caso de gripe aviária em granja no Rio Grande do Sul.

Após o primeiro registro de gripe aviária em uma granja comercial no Brasil, localizado em Montenegro (RS), o governo brasileiro suspendeu preventivamente a exportação de carne de frango para diversos países.

Além da China, União Europeia e Argentina também interromperam as importações do produto brasileiro. Segundo o secretário-adjunto de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Marcel Moreira, o bloqueio das exportações partiu do próprio Brasil, conforme estabelecido nos acordos com esses parceiros comerciais.

"A suspensão parte do Brasil, antes mesmo de qualquer manifestação internacional. É um procedimento já acordado, país a país, para garantir a credibilidade do Brasil em mercados internacionais", afirmou Moreira ao G1.

Com China e União Europeia, o acordo prevê a paralisação imediata de exportações de todos os estados brasileiros, independentemente da localização do foco da doença. Já em outros casos, como com Japão, Emirados Árabes Unidos, Reino Unido, Filipinas, Argentina e Arábia Saudita, os bloqueios são regionalizados.

No caso da Argentina, a agência sanitária estatal Senasa determinou a suspensão das importações de produtos e subprodutos de aves brasileiras no início da tarde desta sexta-feira (16). Em nota oficial, a Senasa informou que a suspensão permanecerá até que o Brasil seja novamente certificado como livre da gripe aviária. A agência solicitou ainda ao setor avícola argentino o reforço das medidas de biossegurança.

O Rio Grande do Sul, estado onde foi detectado o caso, já havia sido alvo de bloqueio pela China em 2024 por outro motivo sanitário: a detecção da doença de Newcastle em aves.

O governo brasileiro aguarda agora a manifestação oficial de outros países importadores diante da suspensão. "Obviamente, estamos esperando as reações dos países. Precisamos aguardar. É final de semana, o horário não favorece, mas em breve devemos começar a receber as respostas", disse Moreira.

A decisão reforça o compromisso brasileiro com a rastreabilidade, biossegurança e transparência nos processos de exportação de produtos de origem animal. A medida visa evitar o avanço da doença e assegurar o retorno seguro das exportações após a reavaliação sanitária internacional.