
Exército brasileiro participa de exercício coordenado pela OTAN
O Brasil está entre os 41 países que participam da edição 2025 do Locked Shields, o maior exercício de defesa cibernética do globo, realizado pelo Centro de Excelência em Defesa Cibernética da OTAN (NATO CCDCOE). O treinamento, que começou na quarta-feira (7/5), tem como objetivo testar respostas a ataques digitais em larga escala. As informações são do Exército Brasileiro, em comunicado divulgado recentemente.
O país é o único representante da América Latina no evento, que reúne especialistas militares e civis em cenários simulados de guerra cibernética.

O comandante de Defesa Cibernética destacou que a participação em operações e exercícios internacionais proporciona um "aprendizado efetivo", especialmente quando há "colaboração em pé de igualdade" com as principais potências no campo da segurança, defesa e guerra cibernética. Segundo ele, eventos como este representam ferramentas valiosas para o aperfeiçoamento das capacidades nacionais.
Segundo o Exército, o Locked Shields é dividido em dois níveis:
No âmbito técnico, especialistas em cibersegurança das Forças Armadas brasileiras atuam em simulações de cenários reais, integrando uma força-tarefa multinacional. Nesta edição, os profissionais brasileiros formam um grupo conjunto com colegas da Espanha e da Suíça para responder a ataques virtuais coordenados.
Já no componente estratégico, o Brasil atua de forma independente, com uma equipe formada por representantes do governo federal e da Justiça Militar. Esse grupo discute e analisa medidas de resposta a incidentes cibernéticos, avaliando aspectos jurídicos, políticos e operacionais relacionados a ameaças digitais.
