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Enviado especial dos EUA qualifica como 'legítimas' as preocupações da Rússia por expansão da OTAN

Diplomata dos EUA afirmou que adesão da Ucrânia à aliança não está na agenda.
Enviado especial dos EUA qualifica como 'legítimas' as preocupações da Rússia por expansão da OTANReprodução/X

O Enviado Especial dos Estados Unidos para a Ucrânia, Keith Kellogg, afirmou que as preocupações da Rússia com a expansão da OTAN em direção ao leste europeu são "legítimas". A declaração foi feita durante entrevista à emissora norte-americana ABC News, nesta quinta-feira (29), ao ser questionado sobre as exigências de Moscou para conter o avanço da aliança militar ocidental.

Segundo Kellogg, a entrada da Ucrânia na OTAN não está atualmente em discussão entre os aliados. "Já dissemos repetidamente que, para nós, a adesão da Ucrânia à OTAN não está na agenda, e não somos o único país que pensa assim", afirmou. O diplomata norte-americano também observou que a adesão de um novo país à aliança requer consenso total entre os 32 Estados-membros, o que, segundo ele, não está garantido.

"Provavelmente consigo citar quatro países da OTAN que não têm tanta certeza sobre isso", disse Kellogg, sugerindo que há divisões internas na aliança quanto ao tema.

Ele aconselhou Kiev a evitar declarações que recusem a sua participação nas negociações de paz com a Rússia.

Exercícios militares na fronteira

Moscou tem reiteradamente apontado para o risco da realização de exercícios militares da aliança militar em sua fronteira. No final de abril, o conselheiro presidencial russo Nikolay Patrushev denunciou o crescimento do número de tropas nesses treinamentos, incluindo simulações de ocupação da província de Kaliningrado e ataques preventivos contra arsenais nucleares do país.

“Pelo segundo ano consecutivo, a OTAN está realizando os maiores exercícios das últimas décadas perto de nossas fronteiras, ensaiando cenários de ações ofensivas contra uma vasta área, que se estende de Vilnius a Odessa. Isso inclui a tomada da província de Kaliningrado, o bloqueio da navegação nos mares Báltico e Negro, além de ataques preventivos às bases permanentes das forças de dissuasão nuclear da Rússia”, afirmou o também ex-chefe do Serviço de Segurança Federal de Segurança (FSB).