
Governo do Reino Unido defende nomeação de chefe do MI6 após revelações sobre avô ucraniano nazista

O governo do Reino Unido defendeu publicamente Blaise Metreweli, primeira mulher designada para chefiar o Serviço Secreto de Inteligência (MI6), após a revelação de que seu avô, Konstantin Dobrovolski, colaborou com o regime nazista na década de 1940.
De acordo com a imprensa britânica, em nota oficial divulgada na sexta-feira (27), o Ministério das Relações Exteriores britânico afirmou que Metreweli "nem conheceu, nem teve contato com seu avô paterno".
Segundo o texto, "a ancestralidade de Blaise é marcada por conflito e divisão", e é justamente essa herança que "contribuiu para seu compromisso em prevenir conflitos e proteger o povo britânico contra ameaças modernas de Estados hostis".

A declaração responde à reportagem publicada na véspera pelo jornal Daily Mail, que revelou que Dobrovolski, desertor do Exército Vermelho, atuou em uma unidade de tanques da SS e integrou a polícia militar nazista.
Apelidado de "O Açougueiro", ele teria participado do assassinato de judeus, partisans e prisioneiros políticos durante o período da ocupação alemã na Ucrânia.
O jornal apontou que Dobrovolski foi morto em 1943. Sua viúva e o filho recém-nascido conseguiram deixar a região e, posteriormente, se estabeleceram no Reino Unido. Lá, ela casou-se com David Metreweli, georgiano radicado em Yorkshire, cujo sobrenome foi adotado pela família.
Blaise Metreweli deve assumir a chefia do MI6 em outubro.
