Onda de calor mata 2.300 pessoas na Europa em apenas 10 dias

Idosos e indivíduos com problemas de saúde pré-existentes foram os mais afetados pelo calor extremo.

A recente onda de calor que atingiu a Europa entre 23 de junho e 2 de julho provocou a morte de 2.300 pessoas, segundo estudo publicado por cientistas do Imperial College London e da London School of Hygiene & Tropical Medicine.

De acordo com os pesquisadores, o calor extremo foi intensificado pelo aquecimento global, o que elevou as temperaturas em até 4 °C acima da média em 12 cidades, entre elas Barcelona, Madrid, Milão e Londres. Em alguns pontos, os termômetros ultrapassaram os 40 °C.

"As mudanças climáticas causadas pelo homem intensificaram a recente onda de calor na Europa e aumentaram o número de mortes por calor em cerca de 1.500 em 12 cidades europeias", informa o documento.

Quase 90% das mortes ocorreram entre pessoas com 65 anos ou mais, evidenciando que idosos e indivíduos com condições de saúde pré-existentes estão entre os mais vulneráveis aos efeitos extremos das ondas de calor.

O mês passado foi o terceiro junho mais quente já registrado no planeta, atrás do mesmo mês em 2024 e 2023, informou o Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus da UE em um boletim mensal divulgado nesta quarta-feira.