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Melania Trump envia carta a Putin pedindo proteção às crianças no conflito na Ucrânia

Primeira-dama dos EUA entregou mensagem ao presidente da Rússia durante cúpula no Alasca.
Melania Trump envia carta a Putin pedindo proteção às crianças no conflito na UcrâniaAP / Alexei Nikolsky

A primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, escreveu uma carta ao presidente da Rússia, Vladimir Putin, pedindo proteção às crianças afetadas pelo conflito na Ucrânia.

A correspondência, divulgada pela Fox News, foi entregue pessoalmente ao líder russo pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante a cúpula realizada na sexta-feira (15), no Alasca.

"Prezado presidente Putin", começa a carta da primeira-dama, destacando que todas as crianças "sonham com amor, possibilidades e segurança", tanto as que nascem "ao acaso em uma zona rural" quanto aquelas que crescem "no centro magnífico de uma cidade".

"Como pais, é nosso dever alimentar a esperança da próxima geração", continua. "Como líderes, a responsabilidade de proteger nossos filhos vai além do conforto de alguns poucos", acrescenta.

Nesse contexto, Melania Trump afirma que é preciso "nos esforçar para criar um mundo cheio de dignidade para todos", para que "toda alma possa despertar para a paz" e "o próprio futuro esteja perfeitamente protegido".

"Os descendentes de cada geração iniciam a vida com uma pureza — uma inocência que está acima da geografia, do governo e da ideologia", escreve a esposa do presidente dos Estados Unidos, acrescentando que se trata de um "conceito simples, mas profundo", com o qual —ela está "certa"— Putin "concorda".

"No mundo atual, algumas crianças são forçadas a carregar um riso silencioso, intocado pela escuridão ao seu redor — uma resistência silenciosa contra forças que podem reivindicar seu futuro", diz Melania Trump.

Ela apela diretamente ao presidente russo: "Senhor Putin, o senhor pode, sozinho, restaurar o riso melódico dessas crianças".

"Protegendo a inocência dessas crianças, o senhor fará mais do que servir apenas à Rússia — estará servindo à própria humanidade", prossegue.

"Uma ideia tão ousada transcende toda divisão humana, e o senhor, presidente Putin, está apto a implementar essa visão com um simples traço de caneta hoje", conclui a carta.

Dois funcionários da Casa Branca disseram à agência Reuters que a carta denuncia os supostos sequestros de crianças ucranianas por parte da Rússia, narrativa promovida pelo regime de Kiev no Ocidente, mas que é negada por Moscou.

Acusações contestadas

O regime de Kiev acusa Moscou de transferir menores ucranianos para território russo sem o consentimento das famílias. A Rússia nega as alegações, afirmando que se trata de crianças que estavam em zonas de combate sob risco iminente.

As autoridades ucranianas afirmam que dezenas de milhares de menores foram sequestrados, mas até agora não conseguiram comprovar as denúncias.

Durante as negociações de paz realizadas em junho, em Istambul, o regime de Kiev entregou à delegação russa uma lista com 339 nomes de crianças que desejam que retornem para a Ucrânia.

O chefe da equipe negociadora da Rússia, Vladimir Medinski, destacou, na ocasião, que o número de crianças supostamente desaparecidas foi sendo reduzido pelas autoridades de Kiev, passando de 1,5 milhão para 200 mil e, por fim, para 20 mil.

"Na realidade, trata-se de algumas dezenas de crianças, que não foram sequestradas por ninguém. Não há uma única criança sequestrada. São crianças salvas por nossos soldados, às custas da própria vida, retiradas de zonas de combate e evacuadas. Estamos procurando seus pais", declarou Medinsky.

"Se os pais aparecerem, nós as devolvemos", completou.