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Israel lança ofensiva para ocupar Cidade de Gaza - Axios

O novo ataque promovido por Tel Aviv contou com apoio do governo dos EUA, liderado por Donald Trump.
Israel lança ofensiva para ocupar Cidade de Gaza - AxiosGettyimages.ru / Abdalhkem Abu Riash/Anadolu

O Exército israelense lançou uma nova expedição terrestre nesta segunda-feira (15), com o objetivo de ocupar a Cidade de Gaza e retirar o grupo Hamas da região, segundo informou o veículo norte-americano Axios, citando oficiais israelenses.

A ação militar começou horas depois de uma reunião entre o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, que também participou de uma cerimônia de colonos em um túnel sob a vila palestina de Silwan, em Jerusalém Oriental.

Duas autoridades israelenses afirmaram que Rubio expressou apoio do governo Trump à operação, pedindo apenas que fosse conduzida de forma rápida. "Rubio não interrompeu a operação terrestre", relatou um oficial israelense citado pelo Axios.

As Forças de Defesa de Israel (IDF) intensificaram os ataques aéreos na última semana contra o enclave palestino, destruindo dezenas de prédios que, segundo o Exército israelense, eram usados pelo Hamas. A população da Cidade de Gaza foi orientada a se deslocar para o sul, e cerca de 300 mil pessoas já deixaram a área, de acordo com dados das IDF.

Reação mundial

Apesar da decisão, agências de segurança israelenses, incluindo o Mossad, o Shin Bet e a inteligência militar, recomendaram que Netanyahu não avançasse com a operação. Os órgãos alertaram para os riscos de aumento das baixas entre militares, dificuldades em desmantelar o Hamas e a possibilidade de Israel ter de assumir um governo direto sobre os dois milhões de habitantes de Gaza.

A ofensiva também elevou as preocupações quanto aos reféns israelenses mantidos pelo Hamas. Trump alertou para que o grupo não use os 20 sobreviventes como escudos humanos.

"Espero que os líderes do Hamas saibam no que estão se metendo se fizerem tal coisa. Esta é uma atrocidade humana, como poucas pessoas já viram. Não deixem isso acontecer, ou TODAS AS 'APOSTAS' ESTÃO PERDIDAS. LIBERTEM TODOS OS REFÉNS AGORA!", escreveu nesta segunda-feira.

Em resposta, Netanyahu agradeceu a Trump por seu "apoio inabalável à batalha de Israel contra o Hamas e à libertação de todos os nossos reféns".

Já o Fórum de Reféns e Famílias Desaparecidas criticou a decisão do governo israelense, afirmando que a ofensiva coloca em risco a vida dos prisioneiros. "A 710ª noite em Gaza pode ser a última noite na vida dos reféns que mal sobrevivem, e a última noite em que é possível localizar e trazer os mortos para um enterro digno", disse a entidade, acusando Netanyahu de sacrificar os reféns "no altar de considerações políticas".

  • De acordo com o Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, quase 65 mil palestinos , em sua maioria mulheres e crianças, foram mortos desde o início da ofensiva israelense, desencadeada após o ataque do grupo em 7 de outubro.