O governo da Etiópia acusou a Eritreia e a Frente de Libertação do Povo do Tigré (TPLF) de formarem uma nova aliança, chamada "Tsimdo", para retomar a guerra no país, informou o portal allAfrica na terça-feira (7).
Segundo o ministro das Relações Exteriores da Etiópia, Gedion Timothewos, ambos estariam financiando e orientando grupos armados, como a milícia Fano, responsáveis por recentes ataques na região de Amhara.
Em carta enviada em 2 de outubro de 2025 ao secretário-geral da ONU, António Guterres, o chanceler etíope classificou a Eritreia como a "principal arquiteta da desestabilização" na região.
Segundo ele, o país vizinho estaria apoiando conflitos sob o pretexto de se sentir ameaçado pela busca etíope por acesso ao mar. No entanto, tais ações seriam, na verdade, justificativas para prolongar antigas hostilidades entre os dois países.
Apesar das acusações, a Etiópia reafirmou seu compromisso com soluções pacíficas e com a integração econômica regional, pedindo à comunidade internacional que pressione a Eritreia a respeitar sua soberania e cesse atos de provocação.