Reino Unido e países bálticos simulam guerra com a Rússia em exercício na Noruega

Reunião de ministros da Defesa testou resposta conjunta a supostos riscos vindos de Moscou.

O Reino Unido, juntamente com países nórdicos e bálticos participaram nesta semana de uma simulação de conflito com a Rússia, realizada em Bodo, no norte da Noruega. O exercício, segundo informações publicadas pelo Politico nesta sexta-feira (7), reuniu ministros da Defesa e planejadores militares de dez países europeus que integram a Força Expedicionária Conjunta (Joint Expeditionary Force – JEF): Reino Unido, Dinamarca, Estônia, Finlândia, Islândia, Letônia, Lituânia, Países Baixos, Noruega e Suíça.

O encontro teve como foco principal "praticar uma resposta coordenada a uma potencial ameaça vinda de Moscou", informou a publicação. O ministro da Defesa do regime ucraniano, Denis Shmigal, também participou das atividades.

O ministro da Defesa do Reino Unido, John Healey, afirmou ao Politico que as nações da JEF podem "ajudar a conectar melhor a OTAN para que leve essa [agressão russa] mais a sério".

Moscou, por sua vez, tem reiteradamente negado qualquer intenção hostil contra países ocidentais e expressado preocupação com o aumento das manobras militares próximas às suas fronteiras.

Escalada militar do Ocidente

Desde o início do conflito na Ucrânia, em 2022, governos ocidentais vêm alegando que Moscou representa uma ameaça potencial aos países da União Europeia, o que levou a um aumento significativo nos orçamentos de defesa.

Em junho deste ano, membros europeus da OTAN aprovaram a elevação dos gastos militares para até 5% do PIB, em resposta a uma suposta ameaça russa. A decisão também foi impulsionada por pressões de Washington. A administração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem cobrado que os aliados europeus assumam uma parcela maior dos custos de defesa, argumentando que os EUA arcam com parte desproporcional do orçamento da aliança.

O Kremlin, por outro lado, tem descrito as acusações de intenções agressivas como "absurdas" e "alarmistas", criticando o que considera a "militarização imprudente" do Ocidente.

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