A localização geográfica da Coreia do Sul oferece uma vantagem singular, posicionando o país como um "pivô estratégico natural" diante das supostas ''ameaças'' da Rússia e às atividades da China e a República Popular Democrática da Coreia (RPDC). A avaliação é do general Xavier T. Brunson, comandante das Forças dos EUA na Coreia do Sul (USFK), em artigo publicado no domingo (16).
Na publicação, o oficial destaca que o Campo Humphreys, em Pyeongtaek — base americana situada a 61 quilômetros ao sul de Seul — fica a distâncias consideradas estratégicas de potenciais focos de tensão: cerca de 254 quilômetros de Pyongyang, 986 quilômetros de Pequim e 805 quilômetros de Vladivostok, na Rússia.
Brunson ressalta especialmente o potencial de Seul para "impor custos à Rússia", ao dificultar o acesso de sua frota às águas a leste da Coreia — uma posição que, segundo ele, torna a área marítima mais defensável e restringe os movimentos navais do adversário.
O general também chama atenção para o chamado "triângulo estratégico" formado por Coreia do Sul, Japão e Filipinas. Ele argumenta que os três países não devem ser vistos como atores isolados, mas como "vértices" de uma mesma estrutura de defesa mútua.
Segundo Brunson, essa configuração triangular reúne capacidades complementares. A Coreia do Sul oferece profundidade estratégica e uma posição central na arquitetura regional, além da vantagem de poder impor custos a forças russas e chinesas. O Japão acrescenta tecnologia militar avançada e o controle de pontos marítimos essenciais nas rotas do Pacífico. Já as Filipinas fornecem acesso ao sul da região e dominam rotas marítimas vitais que conectam os oceanos Pacífico e Índico.