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'Não apenas na Venezuela': Trump comenta planos de lançar ataques terrestres na América Latina
Presidente dos EUA expressou disposição de lançar uma ofensiva contra qualquer lugar de onde "estão vindo drogas".

Em meio à agressão sem precedentes dos EUA contra a Venezuela, o presidente americano Donald Trump declarou nesta segunda-feira (22) que planeja atacar por terra não apenas o país bolivariano, mas qualquer lugar de onde "venham drogas".

Durante um evento em que anunciou a construção de novos navios de guerra, o presidente respondeu a uma pergunta sobre planos de lançar ataques terrestres na América Latina e se isso se restringiria apenas à Venezuela ou também a "outros países" da região.
"As drogas vêm de qualquer lugar. De qualquer lugar. Não apenas da Venezuela ", respondeu ele.
Agressões dos EUA
- Escalada militar: Os Estados Unidos, em agosto, enviaram navios de guerra, um submarino, caças e tropas para a costa da Venezuela, alegando sua suposta disposição em combater o narcotráfico. Desde então, foram realizados vários bombardeios a supostas lanchas com drogas no mar do Caribe e no Oceano Pacífico, deixando dezenas de mortos.
- Falsos pretextos: Washington acusou Maduro, sem provas ou fundamentação, de liderar um suposto cartel de drogas. As mesmas acusações infundadas foram feitas contra o presidente colombiano Gustavo Petro, que condenou os ataques mortais contra embarcações nas águas da região.
- Infiltrações de inteligência: O presidente americano Donald Trump admitiu ter autorizado a CIA a realizar operações secretas em território venezuelano, em meados de outubro. Maduro perguntou, em resposta: "Alguém acredita que a CIA não opera na Venezuela há 60 anos? (...) [Que] não conspira contra o comandante [Hugo] Chávez e contra mim há 26 anos?", perguntou ele.
- Postura venezuelana: Maduro afirma que o verdadeiro objetivo dos EUA é uma "mudança de regime" para se apoderar da imensa riqueza de petróleo e gás da Venezuela.
- Condenação internacional: O alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, condenou os bombardeios realizados pelos EUA contra pequenas embarcações, supostamente para combater o narcotráfico, que resultaram em pelo menos 75 mortos. Os bombardeios também foram criticados pelos governos de países como Rússia, Colômbia, México e Brasil. Peritos da ONU afirmaram que as ações americanas se tratam de "execuções sumárias", em violação ao que consagra o direito internacional.
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