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Epstein, aliens, pizza: Hillary Clinton critica rumo do seu interrogatório no Congresso

A ex-secretária de Estado expressou seu descontentamento com o que acusa de politização das investigações e demanda que Donald Trump também preste depoimento.
Epstein, aliens, pizza: Hillary Clinton critica rumo do seu interrogatório no CongressoGettyimages.ru / Yuki Iwamura

A ex-secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, se queixou das perguntas apresentadas durante seu depoimento no caso Jeffrey Epstein na quinta-feira (26), informou a agência americana The Hill, indicando que indagações "fora do tópico" invadiram o final de uma audiência "longa e repetitiva".

Hillary compareceu perante o Comitê de Supervisão da Câmara dos Representantes no âmbito da investigação sobre o falecido predador sexual. A ex-secretária teria alegado repetidamente que não conhecia Jeffrey Epstein e se mostrou contrariada ao receber perguntas sobre assuntos como OVNIs ou o chamado "Pizzagate" — uma teoria da conspiração que surgiu em fóruns virtuais em 2016 e alegava a existência de uma rede de pedofilia envolvendo membros de alto escalão do Partido Democrata dos EUA, supostamente operando a partir de uma pizzaria em Washington.

Após a audiência, ela afirmou à imprensa que se trata de "uma das teorias da conspiração mais vis e falsas que se espalharam pela internet".

Judicialização da política ou politização da justiça?

Contudo, Hillary agradeceu a relevância das perguntas formuladas por James Comer, presidente da comissão, sobre a natureza da investigação e as áreas a investigar. Por sua vez, James Matthews, correspondente da Sky News nos Estados Unidos, considera que Hillary atacou a comissão de supervisão, acusando-a de praticar "teatro político partidário" e de "alegar um encobrimento para proteger Donald Trump".

A ex-secretária afirmou que não voltará a testemunhar, criticando a falta de acesso público à audiência e insistiu que a comissão deveria interrogar o presidente Donald Trump, "a pessoa que realmente aparece mais vezes nos arquivos [Epstein]".