
Meta processa responsáveis por fraudes com deepfakes no Brasil e na China

A Meta*, empresa controladora do Facebook e Instagram, entrou com ações judiciais contra pessoas e empresas que utilizaram deepfakes de celebridades para aplicar golpes no Brasil e na China. A informação foi publicada pelo O Globo na quinta-feira (26).
Segundo a companhia americana, os anúncios enganavam consumidores e violavam regras de uso de suas plataformas.
Processos
No Brasil, a Meta processou Daniel de Brites por usar deepfakes de um médico renomado para divulgar produtos de saúde sem autorização regulatória. Ele também oferecia cursos ensinando essas práticas, prometendo aos alunos ganhos de até R$ 1 mil por dia, de acordo com a big tech.
Outras ações brasileiras atingem Vitor Lourenço de Souza e Milena Luciani Sanchez por práticas semelhantes.

Internacionalmente, a Meta moveu processos também contra a empresa chinesa Shenzhen Yunzheng Technology, que se passava por celebridades para induzir pessoas a aderirem a supostos grupos de investimento, e contra a empresa vietnamita Lý Van Lâm, que anunciava falsamente produtos da marca de luxo Longchamp.
Entre as vítimas das falsificações está o médico Drauzio Varella, que classificou as ações judiciais como "uma gota d’água em um oceano de estelionato contra a saúde pública".
Para ele, as plataformas têm responsabilidade por permitir que vídeos fraudulentos alcancem milhões de usuários.
A Meta, em comunicado, afirmou que suas medidas buscam coibir fraudes e proteger os consumidores, mas reconhece que a prática de deepfakes aplicadas a fins comerciais ilegais continua a se expandir globalmente.
*Classificada na Rússia como uma organização extremista, cujas redes sociais são proibidas em seu território.
