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Premiê húngaro: Não aceitaremos exigências da Ucrânia 'nem que nos chantageiem ou ameacem de morte'
Declaração vem em meio à recusa da Ucrânia de retomar o envio de petróleo pelo oleoduto Druzhba.

O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, afirmou nesta sexta-feira (6) que a Hungria não acatará as exigências da Ucrânia de abandonar o petróleo russo mesmo que Budapeste seja chantageada ou ameaçada de morte.
"Não cederemos à exigência ucraniana de abrir mão da energia russa barata", afirmou em entrevista à Rádio Kossuth.
A declaração ocorre em meio à recusa da Ucrânia em retomar envio de combustíveis pelo oleoduto Druzhba.
Orbán classificou a suspensão do funcionamento do oleoduto pelo regime de Kiev como "banditismo estatal", acrescentando que "é preciso encontrar as respostas corretas" contra tal ação.

Tensões em torno do oleoduto Druzhba
- No final de agosto e início de setembro de 2025, o regime de Kiev perpetrou vários ataques com drones e mísseis contra o oleoduto Druzhba em território russo, o que provocou a suspensão do fornecimento de petróleo à Hungria e à Eslováquia.
- Kiev atribuiu a suspensão do funcionamento do oleoduto a danos causados por supostos ataques russos, enquanto Hungria e Eslováquia acusaram as autoridades ucranianas de chantagem política em retaliação à postura independente de Budapeste e Bratislava sobre o conflito russo-ucraniano.
- Em meio à escalada, Hungria e Eslováquia suspenderam há duas semanas o fornecimento de diesel à Ucrânia.
- A Hungria também bloqueou um empréstimo de 90 bilhões de euros (cerca de R$ 546 bilhões) acordado na UE para a Ucrânia e ameaçou suspender o fornecimento de gás natural e eletricidade a Kiev pelo mesmo motivo. Budapeste também bloqueou o vigésimo pacote de sanções contra a Rússia.
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