O presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, informou nesta terça-feira (10) que se opõe à retirada pelos EUA de sistemas de defesa antimísseis Patriot, estacionados no país, para a guerra contra o Irã. No entanto, o líder sul-coreano admitiu que não está em posição de fazer exigências.
De acordo com o presidente sul-coreano, "as Forças dos EUA na Coreia (USFK) podem enviar alguns sistemas de defesa aérea para o exterior de acordo com suas próprias necessidades militares". "Embora tenhamos expressado oposição, a realidade é que não podemos impor totalmente nossa posição", reconheceu.
Entenda:
O ministro das Relações Exteriores da Coreia do Sul, Cho Hyun, afirmou na sexta-feira (6) que Washington está em negociações com Seul sobre a possibilidade de redistribuir baterias de defesa aérea Patriot estacionadas no país para uso no conflito no Oriente Médio.
Buscando conter preocupações sobre a prontidão da defesa sul-coreana diante de supostas ameaças da República Popular Democrática da Coreia, Lee sustentou que, mesmo que esses equipamentos sejam retirados do país, isso não provocaria um "retrocesso sério" na capacidade de dissuasão contra Pyongyang, segundo uma tradução da CNBC de seus comentários em coreano.
As discussões ocorrem em meio à guerra dos EUA e Israel contra o Irã e ao início de um amplo exercício militar entre EUA e Coreia do Sul, chamado de "Freedom Shield". O treinamento começou na segunda-feira (9) em um momento em que Washington também conduz a guerra no Oriente Médio contra o Irã.
Agressão contra o Irã
- Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irã em 28 de fevereiro. Explosões ocorreram em diversas áreas de Teerã e houve relatos de impactos de mísseis. Posteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou o envolvimento do país na ofensiva: "Bombas cairão por toda parte".
- Os ataques ocorrem após reiteradas ameaças de Washington e Tel Aviv de intervir no país, insistindo em mudanças no programa nuclear iraniano. Por sua vez, o Irã sempre defendeu seu direito de desenvolver seu programa de forma pacífica.
- Durante a operação conjunta entre os EUA e Israel contra o Irã, o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, foi morto, assim como altos oficiais do governo iraniano.
Em resposta, o Irã lançou várias ondas de mísseis balísticos contra Israel, bem como contra bases americanas localizadas em países do Oriente Médio.
Até o momento, o número de mortes no país persa em decorrência da agressão militar dos EUA e de Israel ultrapassou 1.300 pessoas.
Diversos países condenaram a agressão israelense-americana contra o Irã. Os ministros das Relações Exteriores da Rússia e da China, Sergey Lavrov e Wang Yi, respectivamente, descreveram os ataques contra o Irã como "inaceitáveis" em meio às negociações em curso entre Washington e Teerã.