Coreia do Sul critica retirada de sistemas antimísseis Patriot, mas admite não poder exigir aos EUA

Seul teme impacto na capacidade de defesa contra Pyongyang enquanto Washington avalia enviar os sistemas para a guerra contra o Irã.

O presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, informou nesta terça-feira (10) que se opõe à retirada pelos EUA de sistemas de defesa antimísseis Patriot, estacionados no país, para a guerra contra o Irã. No entanto, o líder sul-coreano admitiu que não está em posição de fazer exigências. 

De acordo com o presidente sul-coreano, "as Forças dos EUA na Coreia (USFK) podem enviar alguns sistemas de defesa aérea para o exterior de acordo com suas próprias necessidades militares". "Embora tenhamos expressado oposição, a realidade é que não podemos impor totalmente nossa posição", reconheceu.

Entenda:

O ministro das Relações Exteriores da Coreia do Sul, Cho Hyun, afirmou na sexta-feira (6) que Washington está em negociações com Seul sobre a possibilidade de redistribuir baterias de defesa aérea Patriot estacionadas no país para uso no conflito no Oriente Médio.

Buscando conter preocupações sobre a prontidão da defesa sul-coreana diante de supostas ameaças da República Popular Democrática da Coreia, Lee sustentou que, mesmo que esses equipamentos sejam retirados do país, isso não provocaria um "retrocesso sério" na capacidade de dissuasão contra Pyongyang, segundo uma tradução da CNBC de seus comentários em coreano.

As discussões ocorrem em meio à guerra dos EUA e Israel contra o Irã e ao início de um amplo exercício militar entre EUA e Coreia do Sul, chamado de "Freedom Shield". O treinamento começou na segunda-feira (9) em um momento em que Washington também conduz a guerra no Oriente Médio contra o Irã.

Agressão contra o Irã