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'Forte apoio ao povo cubano': Lavrov comenta conversa com chanceler de Cuba

O chanceler russo criticou a pressão econômica e política exercida pelos Estados Unidos contra Cuba, classificando-a como "inaceitável".
'Forte apoio ao povo cubano': Lavrov comenta conversa com chanceler de CubaSergei Bobylev / Sputnik

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, conversou por telefone nesta quinta-feira (12) com seu homólogo cubano, Bruno Rodríguezdivulgou a chancelaria russa.

Durante a ligação, ocasianada por iniciativa de Cuba, os ministros abordaram diversas questões cruciais das relações bilaterais e da agenda internacional.

O comunicado notifica que "Lavrov reafirmou sua posição de princípio quanto à inaceitabilidadeda pressão econômica e política exercida pelos Estados Unidos sobre Cuba". Igualmente, o chanceler russo reafirmou o "firme apoio ao povo cubano" na defesa de sua soberania e autodeterminação.

O cronograma dos próximos contatos russo-cubanos entrou na pauta de discussões, incluindo a 23ª reunião da comissão intergovernamental de cooperação comercial, econômica, científica e técnica.

Cuba na mira de Trump

  • O presidente dos EUA, Donald Trumpassinou uma ordem executiva no dia 29 de janeiro, declarando "emergência nacional" diante de uma suposta "ameaça" cubana à segurança do país, acusando o país de aliar-se com atores "hostis", de acolher "grupos terroristas transnacionais", como o Hamas e o Hezbollah, e de permitir a instalação de "sofisticadas capacidades militares e de inteligência" da Rússia e da China em seu território.

  • A declaração acarretou imposição de tarifas aos países que vendam petróleo à nação caribenha, além de ameaças de represálias contra aqueles que atuem em desacordo com a ordem executiva da Casa Branca, classificando o país caribenho como uma "nação em decadência" que "já não conta com a Venezuela" para se sustentar.

  • O bloqueio econômico e comercial dos EUA contra Cuba já perdura por mais de seis décadas. As medidas coercitivas e unilaterais mais recentes por parte da Casa Branca agravam o embargo, que afeta gravemente a economia do país e a vida de sua população.

  • "Cuba é uma nação livre, independente e soberana. Ninguém nos dita o que fazer. Cuba não agride, é agredida pelos EUA há 66 anos, e não ameaça, se prepara, disposta a defender a pátria até a última gota de sangue", declarou Miguel-Díaz Canel, em resposta às medidas.
  • Classificado como um "bloqueio energético" por autoridades da Rússia, as medidas dos EUA estrangularam o abastecimento de combustível a Cuba, que passou a relatar graves problemas para operar o tráfego aéreo, receber insumos e produtos do exterior, manter serviços básicos ao povo cubano, abrindo o caminho para uma crise humanitária. Apesar disso, o país afirmou ter recursos suficientes para enfrentar o bloqueio norte-americano.
  • Países como Rússia e China, ecoados pela ONU, condenaram o bloqueio norte-americano ao país. Brasil, Chile e México reafirmaram seu compromisso com a solidariedade regional latino-americana e enviaram à ilha aportes financeiros e de recursos a título de ajuda humanitária.