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Colômbia denuncia bombardeios na fronteira com Equador e pede intervenção de Trump

O presidente Gustavo Petro não esclareceu as circunstâncias do suposto ataque, mas afirmou que seu governo tem provas de que uma bomba foi lançada de um avião na região fronteiriça.
Colômbia denuncia bombardeios na fronteira com Equador e pede intervenção de TrumpAP / Fernando Vergara

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, acusou o Equador pelo ataque na região de fronteira, onde atuam grupos de traficantes, e pediu intervenção de Trump junto a Quito para evitar "ir a uma guerra", conforme declarou durante uma reunião ministerial de seu governo na segunda-feira (16). 

Petro também afirmou que "há 27 corpos calcinados e a explicação não é crível. As bombas estão no chão perto de famílias, muitas delas decidiram pacificamente substituir seus cultivos de folha de coca por cultivos legais".

O mandatário colombiano acrescentou que "os bombardeios na fronteira da Colômbia com o Equador não parecem ser nem dos grupos armados, que não têm aviões, nem da força pública da Colômbia. Eu não dei essa ordem". 

Petro não esclareceu as circunstâncias do alegado ataque, mas afirmou que seu governo tem provas de que uma bomba foi lançada de um avião na região fronteiriça. 

"Apareceram bombas. Uma bomba. Bomba lançada de um avião. Vão investigar bem o que está acontecendo, na fronteira com o Equador, o que confirma um pouco a minha suspeita. Mas é preciso investigar bem, para confirmar se estão nos bombardeando a partir do Equador e se não são os grupos armados", afirmou Petro. 

Petro acrescentou que pediu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que "tomasse medidas".

"Pedi que ele ligasse para o presidente do Equador, porque não queremos entrar em guerra", acrescentou, sem especificar a data em que fez o pedido.

  • Colômbia e Equador vivem uma tensão diplomática agravada em fevereiro, quando o presidente equatoriano estabeleceu um tarifaço contra a Colômbia, acusando o país de não combater o narcotráfico na fronteira. Bogotá, por sua vez, respondeu com um decreto tarifando contra o Equador.