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Chefe da Inteligência dos EUA comenta renúncia de alto funcionário que se opôs à guerra no Irã

O diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo dos EUA renunciou argumentando estar "claro que iniciamos esta guerra devido à pressão de Israel e seu poderoso lobby".
Chefe da Inteligência dos EUA comenta renúncia de alto funcionário que se opôs à guerra no IrãAlex Wong / Gettyimages.ru

A diretora da Inteligência Nacional dos Estados Unidos, Tulsi Gabbard, comentou na terça-feira (17) a renúncia do diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo, Joe Kent.

Kent renunciou argumentando que "está claro que iniciamos esta guerra devido à pressão de Israel e seu poderoso lobby".

Nas redes sociais, a diretora afirmou que o presidente americano, Donald Trump, como comandante-em-chefe das Forças Armadas, é responsável por "determinar o que constitui uma ameaça iminente e o que não constitui".

Neste sentido, de acordo com Tulsi, cabe só ao presidente "tomar as medidas que julgar necessárias para proteger a segurança das tropas, do povo americano e de nosso país".

A diretora também indicou que, após analisar todas as informações disponíveis, incluindo dados fornecidos pelo Gabinete do Diretor de Inteligência Nacional, Trump "concluiu que o regime terrorista islâmico do Irã representava uma ameaça iminente e agiu de acordo".

Guerra no Oriente Médio

  • Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irã em 28 de fevereiro. Explosões ocorreram em diversas áreas de Teerã e houve relatos de impactos de mísseis. Posteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou o envolvimento do país na ofensiva: "Bombas cairão por toda parte".
  • Os ataques ocorrem após reiteradas ameaças de Washington e Tel Aviv de intervir no país, insistindo em mudanças no programa nuclear iraniano. Por sua vez, o Irã sempre defendeu seu direito de desenvolver seu programa de forma pacífica.
  • Durante a operação conjunta entre os EUA e Israel contra o Irã, o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, foi morto, assim como altos oficiais do governo iraniano.
  • Em resposta, o Irã lançou várias ondas de mísseis balísticos contra Israel, bem como contra bases americanas localizadas em países do Oriente Médio.

  • Até o momento, o número de mortes no país persa em decorrência da agressão militar dos EUA e de Israel ultrapassou 1.300 pessoas.

  • Diversos países condenaram a agressão israelense-americana contra o Irã. Os ministros das Relações Exteriores da Rússia e da China, Sergey Lavrov e Wang Yi, respectivamente, descreveram os ataques contra o Irã como "inaceitáveis" em meio às negociações em curso entre Washington e Teerã.