A diretora da Inteligência Nacional dos Estados Unidos, Tulsi Gabbard, comentou na terça-feira (17) a renúncia do diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo, Joe Kent.
Kent renunciou argumentando que "está claro que iniciamos esta guerra devido à pressão de Israel e seu poderoso lobby".
Nas redes sociais, a diretora afirmou que o presidente americano, Donald Trump, como comandante-em-chefe das Forças Armadas, é responsável por "determinar o que constitui uma ameaça iminente e o que não constitui".
Neste sentido, de acordo com Tulsi, cabe só ao presidente "tomar as medidas que julgar necessárias para proteger a segurança das tropas, do povo americano e de nosso país".
A diretora também indicou que, após analisar todas as informações disponíveis, incluindo dados fornecidos pelo Gabinete do Diretor de Inteligência Nacional, Trump "concluiu que o regime terrorista islâmico do Irã representava uma ameaça iminente e agiu de acordo".
Guerra no Oriente Médio
- Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irã em 28 de fevereiro. Explosões ocorreram em diversas áreas de Teerã e houve relatos de impactos de mísseis. Posteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou o envolvimento do país na ofensiva: "Bombas cairão por toda parte".
- Os ataques ocorrem após reiteradas ameaças de Washington e Tel Aviv de intervir no país, insistindo em mudanças no programa nuclear iraniano. Por sua vez, o Irã sempre defendeu seu direito de desenvolver seu programa de forma pacífica.
- Durante a operação conjunta entre os EUA e Israel contra o Irã, o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, foi morto, assim como altos oficiais do governo iraniano.
Em resposta, o Irã lançou várias ondas de mísseis balísticos contra Israel, bem como contra bases americanas localizadas em países do Oriente Médio.
Até o momento, o número de mortes no país persa em decorrência da agressão militar dos EUA e de Israel ultrapassou 1.300 pessoas.
Diversos países condenaram a agressão israelense-americana contra o Irã. Os ministros das Relações Exteriores da Rússia e da China, Sergey Lavrov e Wang Yi, respectivamente, descreveram os ataques contra o Irã como "inaceitáveis" em meio às negociações em curso entre Washington e Teerã.