
Castro reage à decisão do TSE que o torna inelegível: 'grande inconformismo'

O ex-governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro, reagiu nesta terça-feira (24) à decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que o tornou inelegível até 2030. Em publicação na rede social X, o político afirmou ter recebido a decisão com "grande inconformismo".
Castro argumenta que "todas as acusações apontadas no processo se referem a questões anteriores ao período eleitoral de 2022". Ele alegou que tais questões "não tiveram qualquer influência" em sua votação, citando a decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) que, em maio de 2024, rejeitou a cassação de seu mandato.

O ex-governador fluminense comunicou ainda que pretende recorrer da decisão "até a última instância", declarando ter "plena convicção" de que seu governo agiu "dentro da legalidade, com responsabilidade e absoluto compromisso com a população".
Na véspera, Castro renunciou ao cargo de governador e afirmou que pretendia disputar uma pré-candidatura ao Senado. "Saio com a cabeça completamente erguida. Saio com a minha maior aprovação, saio, segundo as pesquisas de opinião, liderando todas as pesquisas", declarou durante cerimônia no Palácio Guanabara.
Condenação
Por 5 votos a 2, o TSE decidiu nesta terça-feira condenar o ex-governador fluminense por abuso de poder político e econômico. Votaram pela ineligibilidade os ministros Maria Isabel Galotti, Antonio Carlos Ferreira, Floriano de Azevedo Marques, Estela Aranha e Cármen Lúcia. Já Nunes Marques e André Mendonça divergiram do entendimento da maioria.
O Tribunal julgou um recurso do Ministério Público Eleitoral (MPE) para reverter a decisão do TRE citada por Castro. O MPE afirmou que o político obteve vantagem eleitoral na contratação de servidores temporários e na descentralização de projetos sociais, enviando recursos para entidades desvinculadas da administração pública estadual.
As irregularidades envolvem instituições como a Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro (Ceperj) e a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).
O TSE decidiu ainda pela ineligibilidade de Rodrigo Bacellar, deputado estadual afastado do comando da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, além de Gabriel Rodrigues Lopes, ex-presidente da Ceperj.
