
China e Coreia do Sul protestam contra distorções em livros didáticos do Japão

Os governos de China e Coreia do Sul protestaram contra as revisões em livros de história que foram aprovadas na terça-feira (24) pelo Ministério da Educação, Cultura, Esportes, Ciência e Tecnologia do Japão.
Segundo o portal Hankyoreh, o governo japonês revisou os livros didáticos que serão distribuídos em 2027 no país sustentando que não houve coerçãonos casos dos trabalhos forçados ou das chamadas "mulheres de conforto" contra as populações de China e Coreia.
"Protestamos veementemente contra a aprovação de livros didáticos do ensino médio que distorcem fatos históricos e exigimos sua correção imediata", declarou o Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Sul.

O governo sul-coreano, adicionalmente, convocou um diplomata da missão japonesa no país para prestar esclarecimentos sobre materiais escolares que reivindicam as ilhas Dokdo, de posse coreana, como parte do território japonês. "Deixamos claro que quaisquer reivindicações injustas do Japão sobre Dokdo são inaceitáveis", declarou a chancelaria.
Já o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, também alertou para a intenção de reforçar a reivindicação das ilhas Diaoyu por parte do Japão. A região é reafirmada como "território chinês desde tempos antigos, sobre o qual a China possui soberania indiscutível", destacou.
"Ocultar fatos históricos, minimizar os crimes de guerra do Japão e tentar se esquivar da responsabilidade por meio de jogos de palavras na revisão de livros didáticos é a tática preferida do Japão para negar e distorcer sua história de agressão", acrescentou o porta-voz.
