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Trump ameaça tomar petróleo do Irã e compara país com a Venezuela

O presidente também reagiu à suposta passagem de dez petroleiros pelo Estreito de Ormuz.
Trump ameaça tomar petróleo do Irã e compara país com a VenezuelaGettyimages.ru / Roberto Schmidt

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (26), que pode tomar o petróleo do Irã e até enviar tropas enquanto avalia caminhos para encerrar o conflito, indicando que mantém abertas tanto a via militar quanto a diplomática. A declaração foi feita durante reunião de gabinete.

O presidente também disse acreditar que Teerã demonstra disposição para negociar, apesar da continuidade dos ataques na região. Segundo ele, sinais recentes indicariam que Washington está lidando com "as pessoas certas", sem detalhar interlocutores.

"Presente iraniano"

Trump mencionou a suposta passagem de dez petroleiros pelo Estreito de Hormuz, noticiada pela imprensa norte-americana, mas não confirmada pelo governo iraniano. As embarcações seriam de bandeira paquistanesa, segundo o presidente, que deu a entender ser este "um presente" dos iranianos em demonstração de boa vontade para negociar.

« ENTENDA PORQUE O ESTREITO DE ORMUZ É A VERDADEIRA ARMA DO IRÃ EM NOSSO ARTIGO »

É importante ressaltar que, embora o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, tenha confirmado a existência de troca de mensagens entre intermediários dos Estados Unidos e de seu país, Teerã não está interessado em negociações, as quais, segundo ele, não ocorreram.

"Há alguns dias, o lado americano começou a enviar diferentes mensagens por meio de diferentes intermediários. Quando mensagens nos são transmitidas por países amigos e, em resposta, declaramos nossas posições ou emitimos os alertas necessários, isso não pode ser chamado de negociação nem de diálogo. Houve apenas uma troca de mensagens por meio de nossos parceiros, e reiteramos nossas posições de princípio", explicou Araghchi na quarta-feira (25).

Guerra no Oriente Médio

  • Na madrugada de sábado (28), Israel e os EUA iniciaram uma ofensiva conjunta contra o Irã com o objetivo declarado de "eliminar as ameaças" da República Islâmica.

  • Os bombardeios causaram a morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e de vários altos cargos militares, entre eles o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani; o comandante da milícia Basij, Gholamreza Soleimani; e o ministro da Inteligência, Esmaeil Khatib. Mojtaba Khamenei, filho do líder supremo, foi escolhido como seu sucessor.

  • Como represália, Teerã lançou várias ondas de mísseis balísticos e drones contra Israel e bases americanas em países do Oriente Médio. Além disso, a República Islâmica realizou uma série de ataques que atingiram "instalações petrolíferas vinculadas aos Estados Unidos" em diversos países da região.

  • O Irã também bloqueou quase completamente o estreito de Ormuz, rota marítima por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo e gás comercializados no mundo, o que elevou os preços dos combustíveis.