
Oito países muçulmanos condenam lei israelense de pena de morte apenas para palestinos

Oito países do mundo islâmico, incluindo Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Turquia e Catar, condenaram, nesta quinta-feira (2), a nova lei israelense que estabelece a pena de morte apenas para palestinos.
Além desses quatro países, Jordânia, Indonésia, Paquistão e Egito também assinaram a declaração conjunta para denunciar as "práticas cada vez mais discriminatórias e extremistas de Israel".

Os ministros das Relações Exteriores destas nações alertaram que o Estado controlado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu está consolidando um "sistema de apartheid e um discurso que nega os direitos inalienáveis do povo palestino, bem como sua existência nos territórios ocupados".
Eles também descreveram a nova legislação como uma "grave escalada", condenando sua aplicação discriminatória contra prisioneiros palestinos e alertando que ela aumentará as tensões e prejudicará ainda mais a estabilidade regional.
O Knesset, parlamento israelense, aprovou, na segunda-feira (30), a imposição da pena de morte na Cisjordânia ocupada e na maior parte da Faixa de Gaza, com aplicação válida apenas para prisioneiros palestinos condenados por atos que resultem na morte de israelenses.
A declaração das nações islâmicas reforça a posição da grande parte da comunidade internacional. Anteriormente, Alemanha, França, Itália e Reino Unido classificaram a proposta como "de fato discriminatória". Já a Autoridade Palestina reforçou que a legislação israelense coloca o país "rumo à legalização do genocídio".
