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Aliado de Lula pede prisão preventiva de Eduardo Bolsonaro

O deputado alega que o ex-parlamentar do PL utiliza sua permanência no exterior para articular pressão internacional e constranger autoridades da Justiça brasileira.
Deputado federal Lindbergh Farias (PT) e o ex-parlamentar Eduardo Bolsonaro (PL).Valter Campanato/Agência Brasil/Lev Radin/Legion-Media

O deputado federal Lindbergh Farias (PT) anunciou nesta segunda-feira (6), em seu perfil no X, que pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a prisão preventiva de Eduardo Bolsonaro (PL). O petista alega que o ex-parlamentar de oposição estaria "voltando a articular, de fora do país, pressão internacional contra autoridades brasileiras e contra a Justiça Eleitoral".

A denúncia ocorre após entrevista concedida por Eduardo ao jornal Metrópoles também nesta segunda-feira (6). Nela, o ex-deputado afirmou que autoridades do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) podem sofrer medidas administrativas por parte dos EUA.

"Podem aplicar a atual política do secretário (de Estado dos EUA, Marco) Rubio de cancelamento de vistos, revogação de vistos para censores. Podem estender a lista de autoridades brasileiras impedidas de entrar nos EUA", alertou Eduardo.

"A fala mostra que Eduardo não recuou e segue apostando na mesma estratégia de constranger instituições brasileiras com apoio externo, agora com foco direto no processo eleitoral", escreveu Lindbergh. "A declaração agrava o quadro, reforça o risco de continuidade da conduta e exige reação firme da Suprema Corte", acrescentou.

Lindbergh concluiu que "não se pode admitir que um réu instrumentalize a fuga para o exterior como plataforma de ataque contra a soberania nacional, o Judiciário e a democracia brasileira".

Eduardo Bolsonaro já havia repetido o alerta de sanções a membros dos Poderes do Brasil. No dia 1º de abril, ele disse que o governo Trump poderia aplicar outra vez a Lei Magnitsky contra membros do STF por supostamente desequilibrar processos eleitorais.