China se manifesta após exclusão da BYD da lista de trabalho análogo à escravidão no Brasil

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, afirmou nesta segunda-feira (13) que o governo chinês atribui "grande importância" à proteção dos direitos e interesses legítimos dos trabalhadores e exige que empresas com capital chinês atuem em conformidade com as leis e regulamentos dos países onde operam. A informação foi publicada pelo Global Times.
A declaração ocorre após questionamentos envolvendo a montadora chinesa BYD no Brasil. Segundo o porta-voz, Pequim mantém a orientação de que suas empresas no exterior sigam rigorosamente a legislação local e reforçou a disposição de ampliar a cooperação bilateral.
Entenda
A controvérsia ganhou força após o Ministério do Trabalho e Emprego incluir a BYD, em 6 de abril, no Cadastro de Empregadores que submeteram trabalhadores a condições análogas à escravidão, conhecido como "lista suja".
A medida teve como base investigações sobre supostas irregularidades ligadas à atuação da empresa no país, em especial na construção de uma fábrica no estado da Bahia.
Segundo autoridades brasileiras, trabalhadores chineses teriam sido submetidos a condições consideradas "degradantes" durante as obras do empreendimento.
Dois dias depois, em 8 de abril, o juiz da 16ª Vara do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10), Luiz Fausto Marinho de Medeiros, determinou a retirada da montadora da lista.
