
Puxadas por commodities, exportações brasileiras crescem 42,2%

A balança comercial brasileira registrou crescimento de 42,2% nas exportações até a segunda semana de abril de 2026, segundo dados divulgados na segunda-feira (13) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. O resultado reflete a expansão das vendas externas, que somaram US$ 14,88 bilhões (cerca de R$ 74,25 bilhões) no período.
No mesmo intervalo, as importações cresceram 4,5% e atingiram US$ 8,13 bilhões. Com isso, o saldo comercial foi de US$ 6,75 bilhões, enquanto a corrente de comércio avançou 26,2%, chegando a US$ 23,01 bilhões.
O desempenho das exportações foi influenciado principalmente por produtos ligados ao setor agropecuário e à indústria extrativa. Entre os itens com aumento nas vendas externas estão soja, algodão em bruto e milho não moído, além de petróleo bruto e minérios.
Os dados indicam a manutenção da participação de matérias-primas e commodities na pauta exportadora. O crescimento foi puxado por produtos básicos, ao mesmo tempo em que segmentos da indústria de transformação também registraram avanço, com destaque para equipamentos, carne bovina e derivados de petróleo.
Na divisão por setores, o desempenho das exportações se desenhou:
- Agropecuária: crescimento de 29,1%
- Indústria extrativa: crescimento de 83,8%
- Indústria de transformação: crescimento de 29,8%

Apesar da predominância de matérias-primas, os números mostram expansão simultânea de produtos com maior nível de processamento. Entre eles, aparecem bens industriais e itens manufaturados, que também contribuíram para o resultado geral das exportações.
No acumulado de janeiro até a segunda semana de abril, as exportações cresceram 8,5% e totalizaram US$ 97,22 bilhões. No mesmo período, as importações avançaram 1,5%, somando US$ 76,29 bilhões, o que resultou em superávit de US$ 20,92 bilhões.
Os dados são preliminares e fazem parte da divulgação semanal da balança comercial, que acompanha o desempenho das exportações e importações ao longo do mês.
