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Medvedev cita obra '1984' ao falar sobre a decisão dos EUA de bloquear o Estreito de Ormuz

"Os vilões de Orwell retornam com força total. O que vem a seguir? Claro, 'guerra é paz'...", disse o vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia.
Medvedev cita obra '1984' ao falar sobre a decisão dos EUA de bloquear o Estreito de OrmuzGettyimages.ru / Sylvain Lefevre

O vice-presidente do Conselho de Segurança e ex-presidente da Rússia, Dmitry Medvedev, mencionou o livro distópico "1984", do escritor britânico George Orwell, ao comentar a decisão dos Estados Unidos de bloquear o Estreito de Ormuz.

"Bloqueio = desbloqueio? Os vilões de Orwell retornam com força total. O que vem a seguir? Claro, 'guerra é paz'...", declarou em seu perfil do X, nesta segunda-feira (13).

Outros membros do alto escalão russo também comentaram o tema. O bloqueio do Estreito de Ormuz pelos EUA poderia continuar "afetando negativamente os mercados internacionais", destacou o porta-voz da Presidência russa, Dmitry Peskov.

Forças do Comando Central norte-americano (CENTCOM) começaram a bloquear todas as embarcações marítimas que entram e saem dos portos iranianos.

« ENTENDA POR QUE O ESTREITO DE ORMUZ É A VERDADEIRA ARMA DO IRÃ EM NOSSO ARTIGO »

Os pontos-chave da ameaça:

  • A estratégia de Washington visa impor um bloqueio total no mar, o que equivaleria a um estrangulamento econômico direto do Irã.
  • Washington insiste que Teerã acabará voltando à mesa de negociações e aceitando suas condições.
  • Trump justifica a medida reiterando que a República Islâmica "deseja armas nucleares", embora Teerã afirme que desenvolve um programa de energia atômica exclusivamente pacífico.
  • O porta-voz do Quartel-General Central de Khatam al-Anbiya, Ebrahim Zolfaghari, declarou que nenhum porto no Golfo Pérsico ou no Mar de Omã estará a salvo se os de seu país forem ameaçados.
  • Segundo a Press TV, os contratorpedeiros americanos USS Michael Murphy e USS Frank Peterson foram interceptados pelas forças navais iranianas e obrigados a recuar após tentarem atravessar o Estreito de Ormuz no último sábado (11).