
'Chega de ser bonzinho!': Trump ameaça destruir infraestrutura civil do Irã em novo ultimato

O presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou neste domingo (19) destruir a infraestrutura civil do Irã.
"Chega de ser bonzinho! Eles cairão rápido, cairão fácil e, se não aceitarem o acordo [de paz], será uma honra para mim fazer o que precisa ser feito, o que os outros presidentes deveriam ter feito com o Irã nos últimos 47 anos. É hora de acabar com a máquina de matar iraniana!", escreveu Trump no Truth Social.

Segundo o chefe da Casa Branca, Washington está oferecendo um acordo "muito justo e razoável" que ele espera que seja aceito pela parte iraniana, pois, caso contrário, "os EUA vão destruir cada usina elétrica e cada ponte no Irã".
As declarações de Trump têm como pano de fundo a decisão do Irã de bloquear novamente o estreito de Ormuz e de ter expulsado dois navios na região com disparos.
Fechado para navios inimigos
- Após a agressão de EUA e Israel, o Irã bloqueou quase completamente o Estreito de Ormuz, que conecta o Golfo Pérsico ao de Omã, e anunciou que não sairia da região "nem uma única gota de petróleo" por mar, o que disparou os preços dos combustíveis.
- Por sua vez, as forças americanas iniciaram na segunda-feira (13) o bloqueio de todo o tráfego marítimo que entra ou sai dos portos iranianos.
- Após o acordo de trégua entre Israel e o Líbano, firmado na quinta-feira (16), o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, anunciou que o Estreito de Ormuz será aberto para navios comerciais "durante o restante do período de cessar-fogo".
- Paralelamente, foi informado que, se o bloqueio naval contra a República Islâmica imposto pelos EUA continuar, Teerã considerará isso uma violação do cessar-fogo e procederá ao fechamento do Estreito de Ormuz novamente.
Neste sábado (18), o Irã restabeleceu o controle militar sobre todo o tráfego no Estreito de Ormuz devido às repetidas violações e atos de pirataria por parte dos EUA, sob o pretexto do bloqueio naval.
Dada a situação, o controle sobre Ormuz voltou ao estado anterior e o estreito encontra-se sob vigilância e controle rigorosos das forças iranianas, que não o suspenderão até que os EUA liberem a circulação de navios do Irã para seus destinos e vice-versa.
