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'Espero continuar bombardeando o Irã', afirma Trump

O presidente dos Estados Unidos deu as declarações em entrevista à CNBC.
'Espero continuar bombardeando o Irã', afirma TrumpAP / Manuel Balce Ceneta

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (21) que espera "continuar bombardeando" o Irã, ao ser questionado se retomaria os bombardeios contra o Irã caso não se chegue, pelo menos, a uma possibilidade de acordo com o país persa entre hoje e amanhã.

"Eu esperaria bombardear! Estamos prontos para agir", afirmou após revelar que as forças americanas se reabasteceram e estão prontas para retomar os combates.

Apenas algumas horas antes de os representantes dos EUA e do Irã se reunirem em Islamabad, capital do Paquistão, para dar início à segunda rodada de negociações com o objetivo de pôr fim ao conflito, o presidente dos EUA concedeu uma entrevista ao canal CNBC, na qual afirmou que não deseja prorrogar o cessar-fogo com Teerã.

O cessar-fogo termina precisamente nesta madrugada, e os governos das duas nações estão convocados hoje para se sentarem à mesa de negociações, embora nenhuma das duas delegações tenha ainda iniciado a viagem.

Apesar de afirmar que seu Exército está pronto para retomar as hostilidades, Trump também previu que as duas partes vão chegar a um "grande acordo".

Ele destacou que os EUA estão em uma posição de negociação forte, por isso não quer prolongar a trégua. "Não quero fazer isso. Não temos tanto tempo", disse ele ao ser questionado sobre tal possibilidade.

"Novas cartas no campo de batalha"

  • Ainda neste mesmo dia, Trump afirmou que o vice-presidente dos EUA, J. D. Vance, e sua delegação estão a caminho de Islamabad (Paquistão) para realizar uma nova rodada de negociações de paz com o Irã.
  • Pouco depois, ele ameaçou que os bombardeios continuariam caso o cessar-fogo com o Irã expirasse nesta terça-feira (21) sem um acordo. Em resposta, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, advertiu que Teerã está preparada "para mostrar novas cartas no campo de batalha" e que não aceitará negociações "sob a ameaça de violência".
  • No último dia 7 de abril, os EUA e o Irã firmaram uma trégua de duas semanas e concordaram em reabrir o Estreito de Ormuz, por onde circula cerca de 20% do petróleo e do gás comercializados no mundo.
  • Apesar de terem começado este mês as negociações em Islamabad, capital do Paquistão, para pôr fim ao conflito, a primeira rodada de conversações terminou sem o resultado esperado.
  • Nesse contexto, Trump atribuiu o fracasso à parte iraniana que, segundo ele, se recusou a renunciar às suas ambições nucleares" e decidiu bloquear o estreito de Ormuz.
  • Teerã reabriu o Estreito de Ormuz na última sexta-feira (17). No entanto, um dia depois, restabeleceu o controle militar sobre todo o tráfego nessa importante via marítima devido, segundo denúncias, às repetidas violações e à pirataria por parte dos EUA sob o pretexto do bloqueio naval.
  • A Guarda Revolucionária Islâmica declarou que o Estreito de Ormuz permanecerá fechado até que Washington levante completamente o bloqueio naval. "Aproximar-se do Estreito de Ormuz será considerado cooperação com o inimigo, e o navio infrator será atacado", sublinhou.
  • Paralelamente, Trump enfatizou que Teerã não poderá chantagear Washington com decisões sobre essa importante rota marítima.