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Negociações com Irã 'serão possíveis' na sexta-feira, diz Trump
Declarações do presidente ocorrem após adiamento da viagem de J.D. Vance ao Paquistão e recusa de participação do Irã em conversas de paz.

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou ao New York Post que uma segunda rodada de negociações com o Irã "será possível" já na sexta-feira (24).
As fontes disseram ao jornal que os esforços de mediação estão progredindo positivamente e que existe a possibilidade de a capital paquistanesa sediar novas negociações de paz nas próximas "36 a 72 horas".

"O cessar-fogo está sendo mantido apesar da escalada da retórica, o que indica uma intenção positiva de ambos os lados. Não há escalada militar de nenhum dos lados", observou uma fonte. "O Paquistão continua sendo o principal mediador", enfatizou.
"Novas cartas no campo de batalha"
- No último dia 7 de abril, os EUA e o Irã firmaram uma trégua de duas semanas e concordaram em reabrir o Estreito de Ormuz, por onde circula cerca de 20% do petróleo e do gás comercializados no mundo. O cessar-fogo se encerraria nesta terça-feira (21).
- As negociações são conduzidas em Islamabad, capital do Paquistão. A primeira rodada de tratativas, entretanto, terminou sem o resultado esperado. Nesse contexto, Trump atribuiu o fracasso à parte iraniana que, segundo ele, se recusou a renunciar às suas ambições nucleares" e decidiu bloquear o estreito de Ormuz.
- Em uma nova estratégia, o governo Trump aplica desde 13 de abril um bloqueio total "a navios de todas as nações que entrarem ou saírem dos portos e zonas costeiras iranianas".
- Após reabrirem o Estreito de Ormuz para navios comerciais na última sexta-feira (17), as autoridades iranianas restabeleceram o controle militar da passagem no dia seguinte, alegando repetidas violações e atos de pirataria por parte dos EUA sob o pretexto do bloqueio naval.
- A Guarda Revolucionária iraniana declarou que o Estreito de Ormuz permanecerá fechado até que Washington levante completamente o bloqueio naval. "Aproximar-se do Estreito de Ormuz será considerado cooperação com o inimigo, e o navio infrator será atacado", sublinhou.
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