
'Vergonha': Rússia critica proibição de símbolos soviéticos em atos do Dia da Vitória em Berlim

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, criticou, durante conferência de imprensa nesta quinta-feira (7), os planos para proibir a exibição de bandeiras da URSS e da Rússia, o uso de fitas de São Jorge, além de uniformes históricos, insígnias e outros símbolos em atos comemorativos do Dia da Vitória do povo soviético contra o Nazismo na Grande Guerra Patriótica (1941-1945), em Berlim.

Zakharova responsabilizou o chanceler alemão, Friedrich Merz, e classificou a decisão como uma "vergonha".
Ela indicou que os atos comemorativos são celebrados não apenas na Rússia, mas também na Alemanha.
A porta-voz sustentou que a proibição também inclui marchas e canções russas dos anos da Segunda Guerra Mundial.
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- Segundo dados oficiais, a União Soviética perdeu cerca de 27 milhões de pessoas, entre soldados e civis, durante a Grande Guerra Patriótica entre 1941 e 1945. Essas perdas constituem um dos capítulos mais trágicos da história mundial e refletem a contribuição decisiva da URSS para a vitória sobre a Alemanha nazista.
Agenda russofóbica
"É uma profanação, uma hipocrisia, algo repugnante", condenou, ao criticar um "estranho conglomerado político" que "não professa os verdadeiros interesses nacionais do povo alemão" e promove uma agenda que desvia o país de seus interesses e de sua história.
"Mais uma vez, não há outra forma de chamar essa política que não seja vergonha. É um deboche à memória de milhões de vítimas do nazismo", afirmou.
Ela acusou ainda as autoridades alemãs de empreenderem "tentativas cínicas e imorais" de reescrever a história "em favor de uma conjuntura política russofóbica".
Zakharova criticou as autoridades alemãs ao questionar por que músicas da época da guerra antes eram permitidas em Berlim e agora não mais. "O que mudou?", indagou.
Segundo ela, a única mudança foi a chegada ao poder, na Alemanha, de políticos que "empurram o país para o abismo", disse, ressaltando que as canções não mudaram, nem a postura dos veteranos que lutaram contra o nazismo.
Para a porta-voz, o que mudou foi a "orientação política" do país — algo que, segundo ela, a Alemanha já viveu "há 85 anos".

