A presidente do México, Claudia Sheinbaum, anunciou nesta segunda-feira (11) um novo envio de ajuda humanitária a Cuba e reiterou suas críticas às medidas dos EUA contra a ilha.
"O México será sempre fraterno e solidário com todas as nações do mundo e, particularmente, com Cuba. Nós acreditamos na autodeterminação dos povos", afirmou Sheinbaum.
Durante sua entrevista coletiva no Palácio Nacional, na Cidade do México, ela reforçou a posição do México a esse respeito. "Nunca concordamos, desde o primeiro momento, em 1962, com o bloqueio a Cuba", disse.
"Nós vamos continuar enviando ajuda humanitária a um povo que precisa", afirmou Sheinbaum, que indicou que atualmente estão "orientando outros apoios humanitários", já que a ilha recebe petróleo da Rússia.
No final de março, chegou a Cuba o quarto carregamento de ajuda humanitária vindo do México, com mais de 96 toneladas de diferentes produtos alimentícios, principalmente feijão e arroz, o que totaliza "3.125 toneladas de ajuda humanitária destinada à população civil do povo cubano", de acordo com dados fornecidos pela Secretaria de Relações Exteriores do México.
Ameaça dos EUA a Cuba
- Em 29 de janeiro, o presidente dos EUA, Donald Trump, assinou um decreto que declara uma "emergência nacional" diante da suposta "ameaça incomum e extraordinária" que, segundo Washington, Cuba representaria para a segurança dos Estados Unidos e da região. O texto acusa o governo cubano de se aliar a "inúmeros países hostis", de abrigar "grupos terroristas transnacionais" e de permitir a implantação na ilha de "sofisticadas capacidades militares e de inteligência" da Rússia e da China.
- Com base nisso, foi anunciada a imposição de tarifas aos países que vendem petróleo à nação caribenha, além de ameaças de retaliação contra aqueles que agirem contra a ordem executiva da Casa Branca.
- A medida é tomada em meio a uma escalada entre Washington e Havana, que, sistematicamente, tem rejeitado essas alegações e advertido que defenderá sua integridade territorial. O presidente de Cuba respondeu que "esta nova medida evidencia a natureza fascista, criminosa e genocida de uma camarilha que sequestrou os interesses do povo norte-americano para fins puramente pessoais".
- No dia 7 de março, Trump anunciou que "uma grande mudança chegará em breve a Cuba", acrescentando que o país está chegando "ao fim da linha".
- Os EUA mantêm o bloqueio econômico e comercial contra Cuba há mais de seis décadas. O embargo, que afeta gravemente a economia do país, foi agora reforçado com inúmeras medidas coercitivas e unilaterais por parte da Casa Branca.