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Após prisão em Israel, Thiago Ávila retorna a Brasília

Ao chegar ao Brasil, o ativista – preso em águas internacionais por participar de uma flotilha que levaria ajuda humanitária à Gaza – denunciou tortura de cidadãos palestinos nos centros de detenção do Estado de Israel.
Após prisão em Israel, Thiago Ávila retorna a BrasíliaDivulgação/redes sociais

O ativista Thiago Ávila retornou ao Distrito Federal na noite de segunda-feira (11), após ser deportado de Israel, onde esteve preso por mais de dez dias, informou o Metrópole nesta terça-feira (12).  

O brasiliense foi recebido por familiares, amigos e ativistas no Aeroporto Internacional de Brasília, onde ele desembarcou por volta das 23h50 do horário local sob manifestações de apoio à causa palestina. 

Thiago estava detido desde 30 de abril, quando forças israelenses interceptaram, em águas internacionais, a flotilha da organização Global Sumud, que seguia em direção à Faixa de Gaza com ajuda humanitária em uma missão que reunia 22 embarcações e cerca de 175 ativistas de vários países do mundo.

Antes de chegar à capital federal, Ávila passou pelo Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, onde também foi recepcionado por apoiadores.

Ao chegar ao Brasil, o ativista denunciou agressões e ameaças durante o período de detenção. Em entrevista coletiva, relatou que presenciou episódios de tortura sistemática contra palestinos dentro do centro de interrogatório. 

"Tinham pessoas palestinas sendo torturadas ao meu lado todos os dias, sem exceção", declarou. Segundo ele, agentes israelenses diziam possuir autorização judicial para empregar métodos de tortura.

Familiares de Thiago denunciam que ele sofreu ameaças durante a detenção. A esposa do ativista, Lara Souza Ávila, afirmou que ele foi mantido em solitária sob luzes acesas por 24 horas, situação que teria provocado privação de sono e desorientação.

A deportação foi confirmada no domingo (10) pelo Ministério das Relações Exteriores de Israel e pela ONG Adalah, que classificou a prisão dos ativistas como violação do direito internacional.

  • O Estado de Israel alega que a ação teria ligação com a Conferência Popular para os Palestinos no Exterior (PCPA), entidade sancionada pelos EUA por suposto apoio ao Hamas.

  • Os organizadores negam qualquer relação e sustentam que a iniciativa tinha caráter exclusivamente humanitário.