A CIA divulgou nesta quinta-feira (14) fotografias do encontro que seu diretor, John Ratcliffe, teve com autoridades de Cuba, em meio às tensões entre Washington e Havana. A agência norte-americana compartilhou as imagens nas redes sociais, mas não acompanhou a publicação com declarações ou explicações adicionais.
O encontro havia sido anunciado previamente pela Presidência cubana, que informou que Ratcliffe se reuniu com funcionários do Ministério do Interior da ilha após um pedido dos EUA.
De acordo com o governo cubano, durante a reunião foram apresentados elementos que "permitiram demonstrar categoricamente" que Cuba "não constitui uma ameaça à segurança nacional dos EUA" e que "não existem razões legítimas" para manter o país na lista norte-americana de supostos patrocinadores do terrorismo.
Havana também garantiu que, no diálogo, ficou ratificado que a ilha "não abriga, não apoia, não financia nem permite organizações terroristas ou extremistas", além de reiterar sua condenação "inequívoca" ao terrorismo "em todas as suas formas e manifestações".
Segundo a versão oficial cubana, ambas as partes manifestaram disposição para desenvolver cooperação bilateral em matéria de segurança, em um contexto marcado pela complexidade das relações entre os dois países e por recentes declarações do presidente norte-americano, Donald Trump, sobre Cuba.
A reunião ocorre meses depois de Trump ter assinado uma ordem executiva que declarou uma "emergência nacional" devido à suposta ameaça que, segundo Washington, Cuba representa para a segurança dos Estados Unidos. A Casa Branca acusou então Havana de se aliar a países hostis e permitir atividades ligadas a organizações extremistas, acusações rejeitadas pelo governo cubano.