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Rússia está do lado de Cuba e não abandonará seus princípios

"Apoiamos incondicionalmente Cuba e, gostaria de ressaltar, não abandonamos nossa postura de princípios de apoio a um Estado historicamente próximo a nós", afirmou o vice-ministro das Relações Exteriores, Sergey Riabkov.
Rússia está do lado de Cuba e não abandonará seus princípios

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia reiterou seu apoio "incondicional" a Cuba em meio às constantes ameaças e agressões dos EUA contra a nação caribenha.

"Apoiamos incondicionalmente Cuba e, quero ressaltar, não abandonamos nossa postura de princípios de apoio a um Estado historicamente próximo a nós, um Estado que nos oferece — à Rússia — um apoio valioso em fóruns internacionais. Com a Rússia, cooperamos em muitos aspectos da configuração de uma nova ordem mundial", afirmou neste sábado (16) o vice-ministro das Relações Exteriores, Sergey Riabkov.

Apoio firme a Havana

No dia anterior, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, afirmou que Moscou está disposta a apoiar Cuba diante do bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos. O apoio foi transmitido ao chanceler cubano, Bruno Rodríguez Parrilla, durante um encontro bilateral realizado à margem da cúpula de ministros das Relações Exteriores do BRICS.

"A parte russa manifestou sua disposição de prestar apoio a Havana na busca de sua justa reivindicação de que os Estados Unidos ponham fim imediatamente ao bloqueio comercial, econômico e financeiro da ilha, bem como à exclusão de Cuba da lista norte-americana de 'Estados patrocinadores' do terrorismo", afirma a declaração do Ministério das Relações Exteriores da Rússia.

Ameaça dos EUA a Cuba

Em 29 de janeiro, o presidente dos EUA, Donald Trump, assinou um decreto que declara uma "emergência nacional" diante da suposta "ameaça incomum e extraordinária" que, segundo Washington, Cuba representaria para a segurança dos Estados Unidos e da região. O texto acusa o governo cubano de se aliar a "inúmeros países hostis", de abrigar "grupos terroristas transnacionais" e de permitir a implantação na ilha de "sofisticadas capacidades militares e de inteligência" da Rússia e da China.

Com base nisso, foi anunciada a imposição de tarifas a países que vendem petróleo à nação caribenha, além de ameaças de retaliação contra aqueles que agirem contra a ordem executiva da Casa Branca.

A medida é tomada em meio a uma escalada entre Washington e Havana, que, sistematicamente, tem rejeitado essas alegações e advertido que defenderá sua integridade territorial. O presidente de Cuba respondeu que "esta nova medida evidencia a natureza fascista, criminosa e genocida de uma quadrilha que sequestrou os interesses do povo norte-americano para fins puramente pessoais".

Os EUA mantêm o bloqueio econômico e comercial contra Cuba há mais de seis décadas. O embargo, que afeta gravemente a economia do país, foi agora reforçado por inúmeras medidas coercitivas e unilaterais por parte da Casa Branca.