Em uma entrevista recente à Fox News, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou sua decisão de que vai recusar a proposta de mediação apresentada pelo presidente chinês, Xi Jinping, para resolver o conflito com o Irã.
Anteriormente, na última quinta-feira (14), Trump havia adiantado que, durante sua visita de Estado à China, Xi Jinping descartou qualquer ajuda militar ao Irã, mas mostrou-se disposto a oferecer apoio diplomático com o objetivo de garantir a livre navegação no Estreito de Ormuz. Segundo Trump, o presidente chinês admitiu que gostaria que o estreito fosse reaberto. "Ele disse: 'Se eu puder ajudar de alguma forma, gostaria de ajudar'", afirmou o presidente americano.
Durante a entrevista de sábado, Trump foi categórico ao rejeitar a oferta de assistência para resolver a crise no Oriente Médio. Quando lhe pediram para comentar sua reação à proposta de Xi Jinping, ele reiterou: "Eu também disse que não precisamos de ajuda".
O presidente justificou sua postura com base em uma lógica de pragmatismo geopolítico: "Se ele quiser ajudar, ótimo, mas não precisamos de ajuda. Sabem qual é o problema com a ajuda? Quando alguém te ajuda, sempre quer algo em troca. É assim que a ajuda funciona", concluiu.
Bloqueio naval mútuo
Embora os quase 40 dias de intensas hostilidades tenham terminado em uma trégua entre EUA e Irã no último 7 de abril, as tensões permanecem entre as partes devido ao fracasso das negociações de paz, à troca de ataques verbais e ao bloqueio naval mútuo de navios comerciais entre o Golfo Pérsico e o Mar Arábico.
Na segunda-feira (11), as forças iranianas voltaram a alertar navios comerciais e petroleiros para que evitem transitar pelo Estreito de Ormuz sem coordenação prévia com as Forças Armadas do país, que controlam a rota marítima.
As forças iranianas iniciaram um bloqueio parcial do Estreito de Ormuz em resposta à agressão conjunta não provocada dos EUA e de Israel contra o país persa. Atualmente, Teerã está promovendo uma lei que prevê a cobrança de pedágios pelo trânsito na passagem.
O Comando Central dos EUA afirmou, no sábado (9), que o bloqueio naval contra o Irã ordenado pelo presidente Donald Trump continua sendo aplicado "em sua totalidade".
"Até o momento, as forças do CENTCOM desviaram 58 navios mercantes e imobilizaram quatro desde 13 de abril para impedir que entrem ou saiam de portos iranianos", acrescentou a nota.