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China 'refresca' memória do Japão após visita de Trump a Pequim

Pequim acusou setores da direita japonesa de tentarem "desafiar" a ordem internacional estabelecida após a Segunda Guerra Mundial, quando EUA se juntaram à China, União Soviética e os demais Aliados para derrotar o fascismo e o militarismo japonês.
China 'refresca' memória do Japão após visita de Trump a PequimFotografia de Evan Vucci editada com IA

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, deu uma pequena lição de história ao ser questionado, durante coletiva de imprensa nesta segunda-feira (18), sobre os contatos entre a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, e o presidente dos EUA, Donald Trump.

"Há mais de 80 anos, China e Estados Unidos, junto com outros membros das Forças Aliadas, derrotaram conjuntamente os militaristas e fascistas japoneses e construíram a ordem internacional do pós-guerra, que constitui a base da paz e do desenvolvimento na região Ásia-Pacífico", afirmou o porta-voz, em referência à Segunda Guerra Mundial.

Na sequência, o diplomata acusou setores da direita japonesa de buscarem "desafiar essa ordem, o que ameaça abalar os próprios fundamentos da paz regional e desperta preocupações globais".

"O Japão deve, antes de tudo, corrigir sua retórica e suas ações equivocadas sobre Taiwan, interromper sua imprudente política de remilitarização, retornar ao caminho da boa vizinhança, da amizade e do desenvolvimento pacífico, e conquistar a confiança de seus vizinhos asiáticos e do mundo com ações concretas", concluiu Guo Jiakun.

Trump e Takaichi conversaram por telefone no sábado (16), poucos dias após a visita oficial do presidente norte-americano à China. Na ocasião, segundo a premiê japonesa, foi destacada a importância da aliança entre os dois países.