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Trump adia ataque contra o Irã que estava programado para amanhã

"Atualmente estão sendo realizadas negociações sérias", afirmou o presidente dos EUA.
Trump adia ataque contra o Irã que estava programado para amanhãKevin Dietsch/Getty Images / Gettyimages.ru

O presidente dos EUA, Donald Trump, informou nesta segunda-feira (18) que adiou o ataque planejado contra o Irã a pedido dos líderes de países da região.

"O emir do Catar, Tamim bin Hamad Al Thani; o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman Al Saud; e o presidente dos Emirados Árabes Unidos, Mohamed bin Zayed Al Nahyan, me pediram que suspendesse nosso ataque militar previsto contra a República Islâmica do Irã, programado para amanhã", escreveu o mandatário em sua rede social Truth Social.

Segundo Trump, o pedido foi feito "dado que atualmente estão sendo realizadas negociações sérias". Outra razão é que, na opinião dos líderes citados, "será alcançado um acordo que será muito aceitável para os Estados Unidos da América, bem como para todos os países do Oriente Médio e além", detalhou.

"Esse acordo incluirá, e isso é importante, que o Irã não terá armas nucleares!", afirmou o presidente.

"Com base no meu respeito pelos líderes mencionados anteriormente, dei instruções ao secretário de Guerra, Pete Hegseth, ao chefe do Estado-Maior Conjunto, general Daniel Caine, e às Forças Armadas dos Estados Unidos para que não realizemos o ataque programado contra o Irã amanhã", declarou Trump.

"Ao mesmo tempo, também ordenei que estejam preparados para avançar com um ataque total e em grande escala contra o Irã a qualquer momento, caso não seja alcançado um acordo aceitável", acrescentou.

Trégua frágil e negociações por um fio

Embora os quase 40 dias de intensas hostilidades tenham terminado com uma trégua entre os EUA e o Irã em 7 de abril, as tensões permanecem entre as duas partes devido ao fracasso das negociações de paz, à troca de ataques verbais e ao bloqueio naval mútuo de navios comerciais no Golfo Pérsico e no mar Arábico.

Donald Trump afirmou em abril que Washington recebeu uma proposta de dez pontos apresentada por Teerã, a qual classificou como "uma base viável" para negociar. O presidente dos EUA estabeleceu inicialmente um prazo de duas semanas, mas depois o prorrogou até a conclusão das negociações com o Irã.

Por sua vez, o país persa afirmou que os EUA sofreram "uma derrota inegável, histórica e esmagadora" ao serem "forçados a aceitar" sua proposta de dez pontos.

No entanto, posteriormente Donald Trump declarou que considera "totalmente inaceitável" o novo plano, a resposta que Teerã enviou em 10 de maio ao último rascunho de acordo promovido pelos EUA para encerrar o atual conflito no Oriente Médio, e o classificou como "um pedaço de lixo".