O vice-ministro de Assuntos Jurídicos e Internacionais do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, apresentou nesta terça-feira (19) um relatório sobre a proposta de Teerã a Washington, informou nesta terça-feira (19) a agência IRNA.
Em uma reunião com membros da Comissão de Segurança Nacional do Parlamento iraniano, Gharibabadi indicou o pontos da proposta:
- a ênfase no direito ao enriquecimento de urânio e no uso, por parte da República Islâmica do Irã, de seus direitos nucleares para fins pacíficos;
- o fim da guerra em todas as frentes, incluindo o Líbano;
- o levantamento do bloqueio marítimo dos EUA;
- a liberação dos bens e ativos iranianos;
- a reparação dos danos causados pela guerra imposta pelos EUA, com vistas à reconstrução;
- a eliminação de todas as sanções unilaterais e das resoluções do Conselho de Segurança da ONU contra o Irã;
- a retirada das forças americanas da região da República Islâmica.
Trégua frágil e negociações à beira do colapso
Anteriormente, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, declarou que as negociações com os Estados Unidos estão sendo conduzidas por meio da mediação do Paquistão.
"O direito do Irã ao enriquecimento, com base no Tratado de Não Proliferação (TNP), é reconhecido. Não é necessário que mais ninguém reconheça esse direito; esse direito existe", declarou.
Em 15 de maio, o Tehran Times informou que os Estados Unidos rejeitaram formalmente o plano de 14 pontos proposto pelo Irã para resolver os conflitos regionais e as tensões em torno de seu programa nuclear.
Já a agência de notícias Fars informou, em 17 de maio, que, em resposta às propostas iranianas para pôr fim às hostilidades, os EUA apresentaram uma série de exigências, entre elas: não pagar qualquer indenização nem compensar os danos causados ao Irã; a entrega aos EUA de 400 quilos de urânio iraniano; manter em operação apenas um conjunto de instalações nucleares no Irã; não liberar nem mesmo 25% dos ativos congelados do Irã; e condicionar a cessação das hostilidades em todas as frentes à conclusão das negociações.