Rússia e China selam amizade militar: mais cooperação e resposta conjunta a ameaças

O texto da declaração conjunta observa que "o mundo hoje é caótico" e alerta que "a rivalidade geopolítica está se intensificando".

O presidente russo, Vladimir Putin, e o presidente chinês, Xi Jinping, adotaram uma declaração conjunta em Pequim, nesta quarta-feira (20), reafirmando seu compromisso em fortalecer a parceria abrangente e a coordenação estratégica, bem como aprofundar as relações de boa vizinhança, amizade e cooperação.

Na área de defesa, o texto afirma que ambos os lados continuarão a fortalecer a amizade tradicional entre as forças armadas e a aumentar a confiança mútua na esfera militar.

Pequim e Moscou continuarão "aprimorando os mecanismos de cooperação, expandindo os exercícios conjuntos, as patrulhas aéreas e marítimas, fortalecendo a coordenação e a interação em formatos bilaterais e multilaterais, respondendo conjuntamente a vários desafios e ameaças e mantendo a segurança e a estabilidade globais e regionais", diz o documento.

A declaração também dedica uma seção à cooperação russo-chinesa no setor espacial. Segundo o texto, Moscou e Pequim continuarão implementando projetos incluídos em seus programas nacionais e alinhados aos seus interesses comuns, e trabalharão para elevar sistematicamente o nível de interação em áreas-chave. Entre as áreas mencionadas estão a Estação Internacional de Ciência Lunar, a exploração lunar e a exploração do espaço profundo.

Ambas as partes expressaram sua disposição em continuar fortalecendo o trabalho conjunto em radiofrequências e órbitas de satélite, bem como em aprimorar continuamente a cooperação e a troca de experiências entre a Rússia e a China nos campos da internet via satélite e da Internet das Coisas.

"As partes observam que o mundo atual é caótico, que a rivalidade geopolítica está se intensificando e que conflitos locais e instabilidade estão surgindo com frequência crescente", diz o comunicado.