
País africano lucra com guerra no Oriente Médio e acelera produção de petróleo

Petrolíferas da Nigéria estão usando a alta do petróleo, impulsionada pelo conflito entre EUA, Israel e Irã, para acelerar projetos de curto prazo. Segundo informou a Bloomberg nesta terça-feira (20), o movimento ajuda o país a tentar dobrar sua produção em quatro anos.

Produtores médios e pequenos, com extração abaixo de 50 mil barris por dia, aproveitaram as restrições de oferta ligadas ao bloqueio do Estreito de Ormuz para ampliar operações. O ex-gerente da Exxon Mobil na Nigéria, Wisdom Enang, afirmou que essas empresas podem adicionar no mercado entre 200 mil e 300 mil barris diários até o fim do ano.
Maior avanço
A produção nigeriana chegou a 1,6 milhão de barris por dia em abril, no maior avanço mensal em três anos. O crescimento também reflete reformas do presidente Bola Tinubu, que flexibilizou aprovações de contratos, criou incentivos fiscais e renovou a direção da estatal de petróleo.
Entre as empresas beneficiadas está a Oando Energy Resources, que pretende elevar a produção em 30% e chegar a 42,5 mil barris por dia até o fim do ano. A companhia também conduz um plano de cinco anos para dobrar sua extração.
A Petralon Energy informou haver forte interesse de investidores do Oriente Médio. A empresa antecipou a perfuração de um terceiro poço, o que deve elevar sua produção em 56%, para 7,5 mil barris diários até dezembro.
Já o consórcio Pan Ocean Oil Corp. e Newcross Companies, que produz 48 mil barris por dia, reabriu dois poços durante o conflito. O diretor financeiro, Oluseyi Oladapo, disse que o efeito da guerra "foi materialmente positivo" e permitiu financiar projetos de crescimento e reduzir dívidas.

