"Israel não poderia existir em sua forma atual sem os Estados Unidos. Suas ambições, no melhor dos casos, seriam enormemente reduzidas, porque tudo o que Israel faz fora de suas fronteiras é feito com dólares dos contribuintes americanos e com o respaldo das vidas dos militares dos EUA", declarou Carlson.
Nesse contexto, o jornalista afirmou que "o projeto do Grande Israel termina" sem o apoio de Washington.
"Israel pode existir dentro de suas fronteiras de 1948, talvez. Provavelmente não consiga manter as fronteiras de 1967, ou seja, Gaza e Cisjordânia, porque isso seria uma luta difícil. Os Estados Unidos tornam isso possível. A expansão de Israel é financiada e garantida pelo contribuinte americano", argumentou.
Carlson acrescentou que qualquer pessoa que diga isso publicamente acaba sendo atacada.
"E qualquer um que diga isso em voz alta, e isso é absolutamente verdade, revela o jogo e deve ser destruído", observou o jornalista.
Primárias republicanas mais importantes para Israel
No mesmo contexto, Carlson citou uma manchete publicada recentemente pelo jornal israelense Haaretz: "As primárias republicanas mais importantes para Israel estão acontecendo agora em Kentucky".
"Por que as primárias republicanas no quarto distrito de Kentucky, um lugar que provavelmente a maioria dos israelenses nunca visitou nem saberia localizar no mapa, seriam tão importantes para Israel? Porque muitas coisas que dizem não serem verdade são, na realidade, completamente verdadeiras", afirmou.
Segundo Carlson, esse tipo de declaração costuma ser imediatamente tratado como "teoria da conspiração antissemita".
"À primeira vista, isso soa como teoria conspiratória antissemita. 'As primárias republicanas em um pequeno estado conservador estão sendo influenciadas por interesses israelenses e não pelos interesses dos Estados Unidos? O quê, você é nazista?'. Em Israel, você não é chamado disso por dizer isso, porque é verdade", concluiu.