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Maioria dos ataques políticos violentos na Alemanha em 2025 foi contra integrantes do AfD

Dados do governo alemão apontam que partido de direita foi alvo de quase dois terços das agressões registradas no país, partindo de pessoas ligadas à esquerda. A sigla defende uma plataforma anti-imigração e se opõe às sanções da Alemanha contra a Rússia.
Maioria dos ataques políticos violentos na Alemanha em 2025 foi contra integrantes do AfDGettyimages.ru / Ying Tang/NurPhoto

O partido alemão Alternativa para a Alemanha (AfD, na sigla em alemão) concentrou quase dois terços dos ataques violentos contra políticos no país em 2025, segundo dados do governo federal divulgados após questionamento parlamentar do deputado Martin Hess. A informação foi divulgada pelo portal Nius na segunda-feira (18).

De acordo com as informações, integrantes da AfD foram alvo de 121 ataques violentos no ano, número superior à soma registrada contra os demais grandes partidos alemães. O levantamento também apontou que o partido liderou os casos de crimes políticos não violentos, superando 1,8 mil ocorrências no total.

Segundo o portal Nius, cerca de 60% dos crimes políticos violentos foram atribuídos a suspeitos ligados à esquerda, enquanto 11% envolveram suspeitos de direita. Já a União Democrata Cristã (CDU), do chanceler Friedrich Merz, registrou 1.171 crimes motivados politicamente, mas apenas 12 deles foram violentos.

Martin Hess, deputado do AfD e ex-policial, afirmou que o aumento dos ataques é resultado de uma "campanha direcionada" contra o partido.

"Aqueles que constantemente difamam, deslegitimam e desumanizam a AfD e seus apoiadores não deveriam se surpreender quando inimigos da democracia enxergam nisso um chamado à violência", declarou.

O governo alemão afirmou não ver indícios de que os ataques contra o AfD tenham sido "planejados sistematicamente", segundo o Nius.

  • O AfD defende uma plataforma anti-imigração e se opõe às sanções da Alemanha contra a Rússia. O partido enfrenta resistência de legendas tradicionais alemãs, enquanto pesquisas recentes e eleições regionais indicam crescimento de apoio popular à sigla.