A assustadora advertência que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lançou ao Irã em 7 de abril — sobre o desaparecimento iminente de toda uma civilização — gerou temor entre países europeus de que ele pudesse usar armas nucleares, informa a Reuters em publicação nesta quinta-feira (21) citando um diplomata europeu em Washington.
"Toda uma civilização morrerá esta noite, para nunca mais voltar. Não quero que isso aconteça, mas provavelmente acontecerá", advertiu então o presidente americano com o objetivo de pressionar Teerã a reabrir o Estreito de Ormuz.
Diante da ameaça, os governos europeus recorreram ao Departamento de Estado dos Estados Unidos — o canal tradicional de comunicação — para saber ao que o presidente se referia, mas receberam uma resposta inquietante: nem mesmo o órgão conseguia interpretar com clareza suas intenções.
Sem uma resposta clara, Reino Unido, França e Alemanha redigiram o que a fonte descreveu como uma declaração conjunta "dura", mas acabaram optando por não publicá-la.
Os países consideraram que a linguagem de Trump era mera bravata e que uma reprimenda pública poderia incentivá-lo a continuar com os bombardeios.
Na noite do mesmo dia em que lançou a ameaça, o mandatário anunciou uma trégua de duas semanas.