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Político francês chama plano da UE para Ucrânia de 'loucura'

Segundo esse plano, Kiev "se beneficiaria de um acesso gradual a partes do orçamento da UE e ao mercado único", afirmou Florian Philippot.
Político francês chama plano da UE para Ucrânia de 'loucura'Nadja Wohlleben / Gettyimages.ru

O político francês Florian Philippot, líder do partido "Les Patriotes", condenou nesta quinta-feira (21) aproposta do chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, de conceder à Ucrânia o status de "membro associado" da União Europeia (UE). A posição permitiria ao país uma integração mais estreita às instituições do bloco, o que Philippot classificou como "uma loucura".

"E inclusive acesso (da Ucrânia) a fundos europeus! Ou seja, a ruína para nós", escreveu no X. Além disso, o político ressaltou que Kiev "se beneficiaria de um acesso gradual a partes do orçamento da UE e ao mercado único", algo que atualmente não é permitido pela legislação comunitária.

Ao enumerar o que a Ucrânia poderia obter com o status de "membro associado", Philippot destacou a aplicação da cláusula de defesa mútua, o que, segundo ele, significaria para o bloco europeu uma "guerra garantida contra a Rússia".

Participação sem direito a voto

A proposta de Merz prevê que a Ucrânia possa participar das cúpulas da UE e das reuniões ministeriais, mas sem direito a voto.

Além disso, o status especial incluiria um papel como membro associado da Comissão Europeia sem pasta, assim como uma posição de membro associado no Parlamento Europeu e um juiz associado no Tribunal de Justiça da UE, em todos os casos sem direito a voto.

Merz também propôs que Kiev alinhe completamente sua política externa e de segurança à de Bruxelas.

Como garantia, o chanceler incluiu um mecanismo de reversão ou uma cláusula de expiração caso o país viole os valores comunitários ou sofra retrocessos graves nas negociações de adesão.

Na carta, o chanceler da Alemanha classificou a iniciativa como uma solução desenhada para aproximar a Ucrânia "substancialmente da União Europeia e de suas instituições centrais".