
Ex-chefe da OTAN confessa que 'não inveja' Rutte diante da complexa situação na Aliança

Ex-secretário-geral da OTAN e ex-premiê dinamarquês Anders Fogh Rasmussen, afirmou, durante seu discurso no fórum Globsec 2026, na quinta-feira (21) que não inveja a posição do atual chefe do bloco militar, Mark Rutte.

Rasmussen explicou que a principal tarefa de seu sucessor é manter a coesão da OTAN e, ao mesmo tempo, "manter seu principal acionista satisfeito", em clara alusão ao Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
A complexidade da situação atual, segundo Rasmussen, decorre em parte de erros relacionados ao conflito contra o Irã. O ex-secretário avaliou que Trump cometeu um equívoco estratégico ao não informar os aliados antes de iniciar a guerra. "Mas acho que os europeus também cometeram um erro estratégico afirmando que 'essa não é a nossa guerra'", declarou.
"Bem, eles têm razão, não começaram a guerra, mas estamos sofrendo as consequências", acrescentou.
Para amenizar as tensões, o ex-chefe da Aliança propôs uma abordagem transacional. Ele sugeriu que os europeus ofereçam ajuda aos Estados Unidos para resolver a situação, em troca de contrapartidas claras: a remoção das tarifas impostas aos aliados europeus, a manutenção do comprometimento americano com a Europa e a continuidade do apoio à Ucrânia.
"Uma troca justa", concluiu.
