O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que as forças armadas do país foram reconstituídas durante o cessar-fogo com os EUA, informou a agência iraniana de notícias Fars neste sábado (23).
Ele também afirmou que, se o presidente dos EUA, Donald Trump, "fizer alguma besteira" e reiniciar a guerra, o golpe para os Estados Unidos será "mais devastador e amargo" do que o primeiro dia do conflito.
Agressão ao Irã
- O presidente dos EUA, Donald Trump, frequentemente faz ameaças beligerantes contra o Irã. A retórica de guerra inclui apelos explícitos para bombardear o país, fazê-lo retroceder "à Idade da Pedra", destruir suas infraestruturas energéticas, econômicas e industriais, atacar cientistas nucleares e altos oficiais, ou até mesmo "destruir a civilização iraniana".
- Embora os quase 40 dias de intensas hostilidades tenham terminado em 7 de abril com uma trégua entre EUA e Irã, as tensões permanecem entre as duas partes devido ao fracasso das negociações de paz, à troca de ataques verbais e ao bloqueio naval mútuo de navios comerciais no golfo Pérsico e no mar Arábico.
- O governo dos EUA continua falando sobre uma possível retomada dos ataques, enquanto o Irã afirma estar pronto para se defender e "apertar o gatilho".
- EUA e Irã trocam propostas para encerrar o conflito. Até o momento, porém, as negociações não deram resultados, já que as partes não conseguem chegar a um acordo sobre pontos-chave, como o enriquecimento de urânio.
- A agência iraniana de notícias Tasnim informou na quarta-feira (20) que Washington enviou ao Irã um texto com uma nova proposta de paz.